Crítica: Animais Fantásticos e Onde Habitam

Publicada em 21/11/2016 às 15:27

Comente


 
O novo filme da franquia Harry Potter chega com roupagem nova, tentando convencer a todos de que ainda existe fôlego e magia para muito mais histórias! Quando se tem um universo como o de Harry Potter construído nos livros e estabelecido nas telonas, fica difícil traçar um novo roteiro sem apontar tantas vezes para lugares conhecidos. E este é um dos maiores desafios dessa nova safra de longas.
 
Animais Fantásticos e Onde Habitam é o primeiro de cinco novos filmes derivados da franquia de sucesso mundial Harry Potter. Na produção, Newt Scamander (Eddie Redmayne) é um jovem magizoologista muito conhecedor das magias e de Fantásticos Animais que traz consigo numa mala saindo de Londres e chegando a Nova York. 
 
Mas o que o desajeitado Scamander não esperava acontece: as criaturinhas acabam fugindo de sua maleta, invadindo uma cidade que ele nem conhece. 
 
 
Percival Graves (Colin Farrell), um poderoso Auror, investiga alguns eventos suspeitos que vêm acontecendo desde antes da chegada do jovem bruxo britânico. O que faz com que a ex-Auror Tina Goldstein (Katherine Waterson) observe e acompanhe Newt, mesmo de longe.
 
Aqui fica uma observação para a interpretação de Redmayne, que está bem caricata, aproximando ainda mais o personagem dos espectadores. Parece haver uma facilidade em compreender a persona, mas é notório o nível de dificuldade da interpretação.
 
David Yates, de Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1 (2010) assumiu a direção do longa e aqui faz um bom trabalho, como já visto em sua parceria anterior com J.K. Rowling.
 
A produção, que é repleta de personagens ainda desconhecidos nas telonas, ganha no quesito da paleta de cores que foi muito bem acertada. Assim como no figurino, para retratar a Nova York dos anos 20. 
 
 
Um roteiro acertado faz aqui com que o filme dificilmente perca o ritmo, trazendo personagens fortes que fazem mais do que o seu papel básico. Um exemplo disso é Jacob Kowalski (Dan Fogler), que é de fácil compreensão no quesito de alivio cômico, porém o personagem cresce com o filme e ganha tanta importância quanto um de seus personagens principais. 
 
Falando em alivio cômico, este funciona de forma maravilhosa por meio de um elemento inesperado que está sempre roubando a cena.
 
Para pessoas que não acompanharam os filmes anteriores da franquia mágica da Warner Bros., pode ser que incomode o fato de se usar magia para tudo – tudo mesmo – e como isso é demonstrado no filme pela Queenie Goldstein (Alison Sudol) que vive a irmã de Tina.
 
Como é costume da autora, o filme traz e discute temas como o bullying e a repressão daqueles que se sentem “diferentes” da humanidade em geral. Ponto mais que positivo para toda a trama.
 
 
Vivendo o jovem Credence, Ezra Miller não decepciona. Mas com o ritmo acelerado que é imposto na produção, fica fácil querer muito mais dele no longa. 
 
E este pode ser um dos problemas do longa, que ao ter tantos personagens, não encontra uma solução para serem aprofundados, o que pode ter sido proposital. O filme visto em 3D se torna mais escuro do que já é naturalmente, mas ainda assim vale a pena.
 
Animais Fantásticos é realmente uma fantasia que deixa qualquer fã de Harry Potter extasiado e apresenta um mundo mágico de forma eficaz a quem nunca viu qualquer filme da franquia. É unânime o fato de que o longa deixa no ar centenas de possibilidades para seus próximos capítulos, tornando ainda maior o mistério que as próximas adaptações revelarão!
 
 
Nota: 8/10
 
Por Stenio Ribeiro

Comentários (0)

Deixar um comentário


Nenhum comentário, ainda. Seja o primeiro a comentar!