Crítica: Invocação do Mal

Publicada em 12/09/2013 às 17:16

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O diretor malasiano James Wan foi responsável pelo primeiro (e ótimo) “Jogos Mortais”. Seus filmes seguintes foram medíocres tentativas no gênero, mas com “Invocação do Mal” ele constrói um suspense eficiente com a utilização generosa do silêncio. O medo nasce do desconhecido, daquilo que não enxergamos, do susto que não conseguimos prever pela utilização de algum efeito sonoro pouco sutil. Sem exagerar na seriedade, o roteiro entrega diálogos engraçados e um terceiro ato convencional, o que não chega a ser frustrante, já que a intenção não é reinventar o subgênero de clássicos como “A Troca” e “Terror em Amityville”.
 
Com uma classificação etária que afirma ser um produto amedrontador demais para os adolescentes, mesmo sem nenhum elemento de horror explícito, os produtores ganharam um presente. Não existe melhor chamariz para um adolescente, que querer impedi-lo de assistir algo. O mais interessante é que não se trata de pura jogada de marketing, já que o resultado final é realmente tenso na imersão que provoca. Wan executa sua arte à moda antiga, mas com convicção poucas vezes igualada nos similares recentes. Sem apelar para o “gore” excessivo, ele cria cenas que arrepiam os pelos na nuca do cinéfilo acostumado com o gênero. A fotografia de John R. Leonetti induz você a encarar a escuridão de um ambiente pelo tempo suficiente de, mesmo sabendo o que está por vir, desejar não estar com os olhos abertos para ver.
 
Numa época em que o terror está nas mãos incompetentes de industriais que abusam de CGI e com pouca criatividade, esse projeto satisfaz pela simplicidade em sua condução.

Comentários (3)

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Daniel comentou: Também quero ver este filme parece ser bom 15/09/2014 | Responder

Lucas comentou: Muito bom!!! 24/07/2014 | Responder

laura comentou: eu quero ver o filme 15/09/2013 | Responder