CRÍTICAS


Os Vampiros Que Se Mordam






Obs: Não recomendo a leitura à quem ainda não teve a oportunidade de assistir. Contém spoilers.


O lançamento de sátiras cinematográficas tem tido sua parcela regular de bilheteria desde o sucesso da série Todo Mundo em Pânico, que popularizou este gênero. A dupla Jason Friedberg e Aaron Seltezer se especializou na criação desse tipo de linguagem, mas com muito menos carisma do que a série iniciada pelos irmãos Wayans, apresentando ao público os sofríveis Uma Comédia Nada Romântica, Deu a Louca em Hollywood, Espartalhões, e Super Heróis – A Liga da Injustiça. Felizmente (ou nem tanto) Os Vampiros que se Mordam consegue ser o melhor filme dessa parceria (e não... isso não é um elogio).

Copiando quase que cena por cena o primeiro filme da Saga Crepúsculo e dando abertura para cenas das sequências, a projeção ainda insere personagens e “ícones” da cultura pop e, claro, referências a outros personagens vampirescos: Lady Gaga, Taylor Swift, Black Eyed Peas, Jonas Brothers, Jersey Shore, Alice no País das Maravilhas, Buffy - A Caça Vampiros, True Blood, The Vampire Diaries, e (como não poderia faltar) a própria Stephenie Meyer servem de ferramentas para um roteiro sem grandes piadas e sem a possibilidade de uma gargalhada sincera.

Satirizando também a moda vampiresca que assola a cultura ocidental, o filme compara essa fixação (por vezes demente – como é visível em fãs cegos e doentios da “saga”) ao consumo de drogas, o que pode ofender, mas... é algo como aquele ditado que surgiu nos subúrbios da Transilvânia (?): “A verdade dói.”

Como o longa foi visivelmente produzido de forma acelerada (para ser lançado no auge das suas referências), os aspectos técnicos são corriqueiros, mas conseguem êxito naquilo que se propõem. Imagino que, devido ao mesmo fato, tudo é construido baseado em piadas prontas e já escritas por Meyer, o que torna Os Vampiros que se Mordam um pouco (e só um pouco) mais engraçado que o maior alvo da sátira. É como aquele outro ditado que surgiu na Transilvânia (?): “O sujo falando do mal lavado.”

Há um destaque indiscutível durante os oitenta e dois minutos: a atriz Jenn Proske, que vive Becca, copia com perfeição todos os trejeitos da Bella aguada de Kristen Stewart, como a boquinha meio aberta e a expressão ‘preciso trocar de fralda’. É dela os melhores momentos.

É difícil imaginar que um(a) espectador(a) não tenha pensado em tudo que aparece na tela grande após ler os best-sellers ou assistir os “originais”. Fico com a dúvida: Será que era mesmo necessário ilustrar o imaginário popular? Prefiro acreditar que cada portador de um bilhete vendido tem poder criativo suficiente para recriar todo um mundo muito mais divertido e que esse tempo na sala do cinema tenha sido apenas a constatação desse poder.

   
Bons e ruins filmes para nós!

Saiba mais sobre o filme Os Vampiros Que Se Mordam.

Por Sihan Félix


Nota:

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COMENTÁRIOS


Simone comentou em 05/01/2012:
Nota:

1
É um dos piores filmes que já vi na minha vida, eu fiquei decepcionada, não ri nenhuma vez. Muito sem graça não chega aos pés do primeiro filme Todo mundo em pânico, esse sim era engraçado.
Natália Gomes Dallalana comentou em 19/11/2011:
Nota:

8
O filme em si foi bom, mas não gostei muito, poderiam ter feito um pouco melhor, mas me diverti muito e dei risada em algumas partes do filme, só não entendi a parte que a Becca iria ser atacada pelo Emmett e pelo Carlisle também, fiquei meio confusa.
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