CRÍTICAS


Tokyo!




Filme Tokyo

Tokyo! foi um dos filmes mais comentados do festival do Rio. Projeto similar a Paris Te Amo, Nova York, Eu Te Amo e futuramente Rio, Eu Te Amo. Tokyo! também conta com a participação de mais de um cineasta contando histórias diferentes que acontecem em uma mesma cidade, dando um panorama sobre determinada sociedade.

A diferença é que Tokyo! tem apenas três diretores, sendo assim os filmes são maiores que o original Francês. Em um todo o filme agrada bastante pois consegue transmitir o clima da cidade Japonesa, mas acredito que o projeto esse tornaria ainda melhor se ao invés de médias-metragens fossem produzidos curtas assim como Paris, Te amo, já que tornaria a proposta mais dinâmica com histórias menores que apenas apresentem uma pequena faceta da sociedade discutida.

Considero médias-metragens um formato ingrato, se o filme foi bom o formato é pequeno, se o filme foi ruim  formato é muito grande, pelo sim pelo não, melhor fazer  um longa ou um curta, o média (idiotamente comparando) fica no meio do caminho.

Mas vamos aos filmes:

Interior design – dirigido por Michel Goundry.

Disparado o melhor filme dos três, conta a história de um casal que chega a Tokyo tentando iniciar a carreira de cineasta (é não é só no Brasil que esta difícil não). Previsivelmente ambos passam “o pão que o diabo amassou” vivendo na casa de amigos, trabalhando em sub-empregos e com problemas “orçamentários”. Não precisa nem dizer que o filme se resolve de uma forma engenhosa como já é de costume na carreira do cineasta de Brilho eterno de uma mente sem lembranças.

Merde – dirigido por Leos Carax.

Já o segundo filme é bem inferior ao primeiro, Merde até começa bem mais vai decaindo até se tornar um filme a altura do nome (Merda em português). Conta a história de um monstro que vive no esgoto, um ele dia resolve sair e matar gente pelo simples fato de odiar japoneses, algo como um Godzila menor. Não conhecia o cineasta, a primeira impressão não foi boa.

Shaking Tokyo – dirigido por Bong Joon-Ho.

O último media é do diretor do excelente filme Coreano “O hospedeiro” que foi o arrasa quarteirão do festival do Rio há uns dois anos atrás. Para minha surpresa o filme não tem nada de parecido com seu trabalho anterior, pelo contrário, está mais para um “Alain Resnais” do que para um filme de ficção científica, como foi o filme do mostrengo que nasce de uma experiência mal sucedida. Conta a história de um homem que vive isolado em casa e se apaixona por uma entregadora de pizza. Filme sensível, muito bem filmado e que retrata bem o cotidiano e a solidão do povo Japonês, mas não vai muito além de pequenas impressões, e não propõe uma  discussão mais profunda sobre o assunto. Sendo um média metragem não consegue provar muitas coisas.

Saiba mais sobre o filme "Tokyo!".

Por Bruno Marques   (meunomeebruno@bol.com.br)


Nota:

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