CRÍTICAS


Um Homem Misterioso






É inegável que poucos possuem tanto respeito em Hollywood como George Clooney. Depois de aparecer para o mundo no seriado ER/Plantão Médico, a rotina de figurar nas listas dos “mais mais” e faturar as principais premiações do cinema tornou até redundante em dizer a importância que ganha uma produção com o seu nome. A versalidade dos papeis que interpreta vai desde blockbusters (Batman & Robin, Onze Homens...), comédias alternativas  (Um Drink no Inferno, Queime Depois de Ler) e dramas (Syriana, Amor Sem Escalas, Conduta de Risco). Como nesses últimos, em Um Homem Misterioso (The American - 2010) o seu personagem tem um conflito psicológico com os relacionamentos, a diferença é que suas dúvidas ficam martelando a sua mente por forte um sentimento de culpa.

De início não sabemos nada sobre Jack (George Clooney). Enquanto vivia relaxado no meio do gelo na Suécia acaba agindo rápido quando é atacado por um atirador. Sua leve paranóia faz com que ele acabe também com a sua amante Ingrid (Irina Björklund), por suspeitar que ela era uma “infiltrada”. Foge para Roma e encontra o seu chefe, Pavel (Johan Leysen).

O protagonista tem obediência a Pavel e o trata como se fosse um Mestre. Só que o patrão sabe que Jack não pode ficar ali e o envia para o interior da Itália. Lá, agora chamando Edward, começa a se relacionar com um idoso Padre Benedetto (Paolo Bonacelli) – que insiste na sua absolvição pela fé – e uma prostituta local, Clara (Violante Placido).

Com o tempo sabemos que ele é mais do que um cara com gestos calculados e olhar silencioso, ele é um sombrio assassino. Surge uma misteriosa mulher, Mathilde (Thekla Reuten), que encomenda uma arma automática e revela que Ingrid não era espiã. Começa o processo do perito montando o “brinquedinho” e a sua tentativa inconscientemente de conseguir o perdão ao saber que tinha durante a sua loucura fria assassinado a namorada.  A tentativa agora é buscar a rendição, seja na igreja pedindo ajuda divina a Benedetto, ou amorosamente com Clara.

Depois de mostrar a ascensão e queda do ex líder do Joy Division, Ian Curtis, em Control, o diretor Anton Corbijn, recheou com mistério a história de uma pessoa que tenta reconstruir a sua vida de uma maneira profissional e metódica. Esse rumo que ele constrói para a realização de suas tarefas e a bela fotografia tornam o filme grandioso.

Saiba mais sobre o filme Um Homem Misterioso.

Por Jean Garnier


Nota:

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