Publicada em 27/08/2016 às 16:30

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10 melhores estreias de atores e atrizes nas últimas duas décadas

Eles são jovens, belos cada um a sua maneira, tem uma carreira relativamente recente, mas estão sempre aparecendo na lista de melhores atores e atrizes. São nomes americanos, britânicos, latinos. É difícil acreditar que alguns desses intérpretes começaram há pouco tempo nos cinemas, mas aqui vai uma lista das mais poderosas estreias de atores e atrizes na telona! 

Lupita N'yongo - 12 Anos de Escravidão (2013)

Lupita N'yongo

Em seu primeiro filme, Lupita Nyong’o entregou um trabalho que é uma força da natureza, ganhando não apenas todos os prêmios de atuação, mas a colocando no centro das atenções do mundo do cinema. Como Patsey, uma jovem escrava que é cronicamente abusada por seus proprietários sociopatas, Nyong’o destrói nossos corações com seu desespero e inocência. 12 Anos de Escravidão é uma experiência difícil, mas um filme obrigatório, e N'yongo trabalha a empatia humana em sua performance. Ela nos força a entender o passado terrível não apenas dos Estados Unidos, mas de qualquer país onde houve escravidão e também a enxergar quantas almas foram aniquiladas para que o mundo de hoje exista. 

 

 

Carrie Coon - Garota Exemplar (2014)

Carrie Coon

Carrie Coon tinha alguma experiência na TV e muito no teatro, quando estreou no cinema como a irmã gêma de Ben affleck em Garota Exemplar. Coon transformou o que poderia ser uma personagem de uma nota só, uma mulher ciumenta e invejosa, e dá a ela tantas dimensões quanto são possíveis imaginar. Apesar de aparecer pouco, ela deixou sua marca no filme com sarcasmo e indignação. 

 

 

Mya Taylor - Tangerine (2015)

Mya Taylor

Mya Taylor será sempre lembrada como a primeira atriz transgênero a protagonizar uma campanha para o Oscar e o fato de que não foi indicada diz mais sobre a Academia do que sobre sua atuação. O delirante e estonteante Tangerine se passa nas ruas de Hollywood que não são vistas em filmes para grandes públicos - aqueles com cafetões traiçoeiros e prostitutas impacientes. Nesse mundo ultrajante, os pedaços de vida que surgem são corajosamente mantidos juntos pelo trabalho forte e ao mesmo tempo suave, de Taylor. 

 

 

Jason Schwartzman - Três é Demais (1998)

jason schwartzman

Sobrinho de Francis Ford Coppola, Jason Schwartzman poderia ter uma carreira com grande facilidade no cinema. Em sua estreia, o ator mostrou não apenas talento, mas disposição para cursar o caminho mais difícil. Seu personagem, Max Fischer é um poço de entusiasmo sincero, embora conatminado por uma tristeza indescritível. Em um dos primeiro filmes de Wes Anderson, Schwartzman apareceu por acaso, aos 17 anos, sem experiência alguma na atuação, mas muita paixão por música (outro elemente forte nos filmes de Anderson). Uma parceria divina. 

 

 

Gael García Bernal - Amores Brutos (2000)

Gael

Com um rostinho tão bonito, quem poderia dizer que Gael Garcia Bernal iria tão longe como ator? Amores Brutos foi sua estreia na atuação, mas também a estreia na direção de um certo Alejandro González Iñárritu. Seu personagem, Octavio, poderia ser o moleque obcecado pela cunhada, uma pedra no sapato sem graça. Mas Bernal optou por expor o lado mais cruel, obscuro e imprevisível de seu personagem. São os olhares rápidos, sem muito alarde, que nos mostram a quantidade de arrependimento e dor que seu personagem carrega. 

 

 

Alice Braga - Cidade de Deus (2002)

Alice Braga

Ela tinha 17 anos quando filmou suas cenas em Cidade de Deus, que viria a ser provavelmente o maior sucesso do cinema brasileiro, seja comercial ou de crítica. Interpretou Angélica nas férias de julho (estava no último ano do Ensino Médio). E essa jovenzinha livre e decidida, mas ainda assim praieira, festiva e em busca de diversão, é um dos melhores retratos de uma adolescente já vistos no cinema nacional. Nada soa artificial, nada soa pasteurizado, nada soa "Malhação". Um trabalho de alto nível, que a colocou sob os holofotes e nos deu a chance de conhecer outras facetas de Alice Braga

 

 

Eva Green - Os Sonhadores (2003)

Eva green

Ela tinha 22 anos quando estreou neste filme de Bernardo Bertolucci, mas sua confiança e determinação a faziam parecer mais velha ou, ao menos, sem idade. Como Isabelle, uma cinéfila na Paris dos anos 60, ela atrai um jovem americano para seus jogos proibidos com o irmão gêmeo. Brincando com extremos opostos (inocência e perversão, crueldade e ingenuidade), Eva Green encarna uma Vênus de Milo de carne e osso, como nunca se viu. 

 

 

Saoirse Ronan - Desejo e Reparação (2007)

Saoirse Ronan

Crianças em filmes são geralmente fofinhas e não cometem terríveis atos de ciúmes e ingenuidade infantil que vão reverberar por décadas e arruinar as vidas de qualquer um envolvido. Então nem precisamos dizer que a personagem de Saoirse Ronan era de uma complexidade enorme para uma atriz de apenas 12 anos. O filme simplesmente não funcionaria tão bem se não fosse pela atuação da menina, uma irlandesa que até então havia participado de séries de TV. Indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, a atriz, hoje com 22 anos, continua a fascinar, com seus imensos olhos de um azul impossível. 

 

 

John Boyega - Ataque ao prédio (2011)

john boyega

Um filme de ficção-científica com notas muito espertas sobre o abismo social nas ruas de Londres, Ataque ao Prédio revelou John Boyega como um ator moderno, descendente de imigrantes, criado nas ruas londrinas, mas detentor de uma nobreza britânica única. Ele lidera o grupo de rapazes moradores da periferia que defende o bairro de um ataque de alienígenas ferozes. Sua resiliência e determinação o fizeram astro em ascensão depois deste filme e, agora, com Star Wars - O Despertar da Força, um astro consolidado e merecido. 

 

 

Elizabeth Olsen - Martha Marcy May Marlene (2011)

Elizabeth Olsen

Aquela sensação ruim de quem acabou de acordar de um pesadelo, de quem sabe que não passaou de um pesadelo, mas ainda assim, mantém aquela agonia no peito por muito, muito tempo. Agora multiplique isso por infinitas vezes. Martha Marcy May Marlene revelou a irmã mais bonita, inteligente e talentosa das gêmeas Olsen, Elizabeth Olsen. Aqui, ela é responsável pela misteriosa vida interior de Martha, onde o horror, o medo e a incerteza são expressas com um piscar de olhos, ou uma pequena mudança na postura. O filme não explica muito bem quem é Martha e onde ela esteve (fisicamente e emocionalmente). Temos apenas que confiar em Olsen conforme a fina linha entre pesadelo e realidade se desfaz. 

 

Por Fabíola Cunha

 


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