Publicada em 02/03/2017 às 15:25

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5 motivos para você não perder Logan!

 
Do universo cinematográfico dos mutantes X-Men, sem dúvida o personagem que ficou eternizado na memória dos fãs foi Wolverine, cujo esqueleto é coberto de metal adamantium, que deixa seus ossos indestrutíveis. Isso sem contar nas famosas garras que usa para enfrentar seus inimigos.
 
O filme Logan, já em cartaz no Brasil, traz Hugh Jackman dando seu adeus a Wolverine e ao mundo dos X-Men, de onde pertenceu por 17 anos! O terceiro filme da franquia Wolverine se passa no futuro e mostra o homem por trás do mutante. Ele e seu mestre, Professor Xavier (Patrick Stewart), precisam ajudar a menina Laura, mais conhecida como mutante X-23, a se safar do grupo Carniceiros.
 
 
A produção é baseada na história em quadrinhos O Velho Logan (2008), de Mark Millar e Steve McNiven, que por sua vez, se inspiraram no western Os Imperdoáveis (1992), dirigido e estrelado por Clint Eastwood
 
Já Jackman se influenciou pelo papel de Mickey Rourke, em O Lutador (2008), que segundo o ator “mostra um homem forte que luta contra o passado, os arrependimentos e segue em busca de esperança”. Em entrevista coletiva realizada em São Paulo, Jackman disse que queria contar a história do homem por trás do monstro que ele se transformou. A seguir você confere 5 motivos para não perder Logan!
 

1 - Despedida de Hugh Jackman na pele de Wolverine

 
Escolher o ator que daria vida ao mutante Wolverine não foi tarefa fácil. Nomes como Mel Gibson, Viggo Mortensen, Keanu Reeves e até Jean-Claude Van Damme foram cogitados. Russell Crowe era a primeira opção do diretor Bryan Singer, mas o neozelandês recusou o papel. 
 
Depois de muita procura, o escocês Dougray Scott foi o escolhido. No entanto, ele acabou desistindo do projeto para interpretar o vilão de Missão Impossível 2 (2000). Com a desistência de Scott, Crowe sugeriu ao cineasta o nome de um amigo seu, o australiano Hugh Jackman, que tinha experiência em musicais no teatro. 
 
“Eu nunca tinha ouvido falar dos X-Men”, afirmou Jackman. “Eu li três páginas do roteiro com minha mulher, que é atriz, e lá dizia que ‘garras saiam de sua mão’. Minha esposa disse: ‘Isso é ridículo. Não pode fazer esse filme. Você é do Royal National Theatre...’ E eu disse: ‘Vamos ver no que vai dar e aqui estou 17 anos depois.”
 
 
A estreia de Jackman como Wolverine foi em X-Men - O Filme (2000) e o ator mostrou ter sido a escolha perfeita para o papel. Depois ele ainda encarnou o mutante em X-Men 2 (2003), X-Men: O Confronto Final (2006) e X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (2014). O astro ainda fez cameos em X-Men: Primeira Classe (2011) e X-Men: Apocalipse (2016). E ainda ganhou uma franquia própria com as produções X-Men Origens: Wolverine (2009), Wolverine: Imortal (2013) e agora Logan
 
“Quando fizemos o primeiro filme ainda não havia esse gênero de super-herói. Eu era a última pessoa que achava que isso duraria 17 anos”, confidenciou o ator. “Ele é um personagem incomum de história em quadrinhos. Sempre pareceu ter uma profundidade oculta. Quanto mais entrava no personagem, mais ficava intrigado... Todos que ele ama morrem e somente nesse filme é possível chegar ao coração do personagem.”
 
Jackman garantiu que Logan marca sua despedida como Wolverine. Em entrevista recente ao site Screen Rant, o ator revelou que quando tomou essa decisão a única coisa que o faria mudar de ideia seria um convite para fazer um filme dos Vingadores
 
 
“Se essa possibilidade surgisse quando tomei minha decisão, certamente pararia para pensar... Sempre amei a ideia de Logan estar presente dentro desta dinâmica, obviamente com o Hulk e também com o Homem de Ferro… Mas tem muitas pessoas inteligentes com MBA que não conseguem entender isso”, alfinetou o ator aos risos, fazendo referência a eterna briga por direitos autorais entre os estúdios Twentieth Century Fox e Marvel.
 

2 - Violência e linguagem imprópria sem pudor

Nos Estados Unidos, a produção foi proibida para menores de 17 anos. Já no Brasil, ela pode ser vista só por maiores de 16 anos. Dito isso dá para garantir que Logan ganhou e, muito, por optar em ter uma classificação indicativa maior em vez dos clássicos 10 anos ou 12 anos, como é dado à maioria dos longas de super-heróis, que focam mais no público infantil e juvenil.
 
Essa decisão ganhou força depois do sucesso de outro filme de super-herói proibido para menores: Deadpool (2016). Ele se tornou o longa com classificação R (17 anos) de maior bilheteria da história.
 
 
Em Logan há nudez, linguagem imprópria e muita, mas muita violência, no estilo gore com direito a cenas sanguinolentas e corpos mutilados. É muito bom ver Logan e o Professor Xavier proferindo palavrões sem pudor, algo que deixaria o polido Capitão América envergonhado. E a violência extrema em cena não é gratuita, é apenas fruto do que Wolverine é: uma máquina de matar. 
 
“Esse é um filme adulto”, declarou Jackman. “Não dá para entender Logan se você não sentir a violência e entender o que ela causa a ele e aos outros. Quando se comete uma violência ela fica com você e no filme tem a personagem da menina que fala de ser machucada e machucar as pessoas. Logan diz que ela tem de aprender a conviver com isso. A violência é deliberada porque Logan é uma força de destruição.”
 

3 - A mutante X-23

 
Guarde bem esse nome: Dafne Keen. Ela rouba a cena em Logan, dando vida à menina Laura, que é conhecida como a mutante X-23. Assim como Wolverine, a garota tem garras e esqueleto coberto por adamantium. A atriz de 11 anos faz sua estreia em Hollywood após trabalhar na série espanhola The Refugees. Sua presença na tela é incrível e simplesmente arrasa nas cenas de ação, mostrando toda a fúria de uma criança assassina.
 
“Crianças são atores naturais. É tão simples”, disse Jackman. “Dafne é uma estrela. Fiquei tão comovido com o que ela fez em cena. É uma jovem talentosíssima. Fez um trabalho incrível e ela pode me dar uma surra fácil (risos).”
 

4 - Patrick Stewart interpretando Professor Xavier pela última vez

 
O ator Patrick Stewart tinha dado esperanças aos fãs de vê-lo novamente num filme dos X-Men. Mas tudo mudou quando ele se viu tomado pela emoção na exibição de Logan no Festival de Berlim e sentiu que era hora sim de dar adeus ao querido personagem.
 
“Ali percebi que nunca existirá uma despedida melhor, mais perfeita, emocionante e sensível para Charles Xavier do que esse filme”, afirmou Stewart ao programa de rádio Town Hall. 
 
Pela primeira vez, o sempre educado e sério Professor Xavier vivido por Stewart se mostra bem diferente. Apesar de doente e cansado, o mutante é responsável pelo alívio cômico da trama pesada e ele e Logan mais parecem pai e filho que teimam em discordar um do outro.

5 - Logan não é um filme típico de super-herói

 
Quem adora ver os mutantes X-Men salvando o mundo terá uma sessão bem diferente em Logan. O personagem-título deixou os tempos de heroísmo para trás. Ele está velho, cansado de lutar e só quer levar uma vida normal num mundo em que mutantes não nascem mais. 
 
“Não queríamos fazer um filme de super-herói”, contou Jackman. “Na verdade nem queria que ele tivesse um gênero ou uma classificação etária mais alta. Queria que Logan fosse definido como uma experiência e apenas contar a história desse homem.”
 
Logan traz um frescor para os filmes de super-herói, explorando elementos dos gêneros road movie, noir e faroeste. Na trama, Logan, Professor Xavier e Laura caem na estrada, fugindo dos Carniceiros. O trio representa uma família em conflito numa viagem transformadora e a inspiração veio de Pequena Miss Sunshine (2006).
 
 
Wolverine é um anti-herói clássico do noir, cheio de questionamentos existenciais, sem saber em quem pode confiar e enredado pelas consequências de seus atos. Além disso, a violência de Logan e X-23 têm motivações e consequências psicológicas.
 
O diretor James Mangold não descarta planos de lançar em Blu-ray uma versão em preto e branco de Logan, para aumentar ainda mais essa atmosfera noir da trama. As primeiras fotos divulgadas do filme, inclusive, eram em preto e branco.
 
Já o clima de faroeste vem da trilha sonora, do cenário árido da fronteira entre México e os Estados Unidos, da figura do herói solitário de Logan e a até da complexidade psicológica dos personagens. O universo brutal do western Os Imperdoáveis, que serviu de inspiração para a HQ O Velho Logan, está presente na produção.
 
 
Um grande clássico do faroeste, Os Brutos Também Amam (1953), chega a ser citado em Logan e rende uma cena belíssima. A história dos protagonistas de ambos os longas é muito similar: o herói solitário que não quer mais lutar, mas se vê forçado a voltar à ativa por uma causa maior. Isso sem contar na relação entre homem e criança, que é emocionante.
 
“A referência ao filme Os Brutos Também Amam é sobre as escolhas que você faz na vida e que há consequências para cada uma delas”, observou Jackman. “Eu me senti em paz vendo esse filme e espero que os fãs de Wolverine, ao assistirem Logan, sintam que esse era exatamente o filme que sempre quiseram ver”, concluiu Jackman.
 
 
Por Vanessa Wohnrath
 

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