Publicada em 17/03/2016 às 16:29

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 As 5 melhores séries baseadas em quadrinhos e as 5 mais aguardadas

 
Foto mostra as 5 melhores séries baseadas em quadrinhos: Demolidor, Jessica Jones, The Walking Dead, Smallville e Agente Carter
 
Demolidor terá a estreia da sua 2ª temporada nesta sexta-feira (18) e, para você não ficar muito órfão depois de assistir a todos os episódios de uma só vez, aqui vai uma lista de séries que podem tomar seu tempo até a estreia da 3ª temporada... ou depois ainda.
 
Essa não é uma lista sobre a importância histórica de séries baseadas em quadrinhos e é por isso que alguns clássicos não vão entrar no TOP 5. Mas, relaxa! Não vamos deixar de citá-los. É válido ressaltar que as séries, ao longo tempo, ganharam um caráter muito mais sério, com produções cada vez mais caras, delicadas e cinematográficas. O auge disso, claro, é Breaking Bad, que elevou o gosto público às alturas. Além disso, The Walking Dead elevou a exigência de excelentes efeitos gráficos (sejam computadorizados, sejam de maquiagem) a níveis estratosféricos.
 
E é por isso que séries populares como The FlashArrowGothamSupergirl e Agentes da S.H.I.E.L.D. não entram nessa lista. Os efeitos deixam a desejar, muitos personagens são caricatos, alguns (ou muitos) atores são inexperientes ou apenas ruins mesmo, ou seja, há uma notável falta de verba aliada a uma terrível falta de criatividade para fazer a série ser realmente boa. Essas séries seguem quase os mesmos esquemas dos clássicos Mulher-Maravilha (1975-79), Adventures of Superman (1952-58), Lois & Clark - As Novas Aventuras do Superman (1993-97), The Flash (1990-91), O Incrível Hulk (1978-82) e Batman (1966-68). Claro que é possível notar uma tremenda evolução entre as séries de antigamente e as de hoje, mas o importante é notar a diferença entre uma série feita apenas para consumo imediato do público e uma série artisticamente trabalhada, entre uma série que está dada e que há pouco para explorar e uma série que pode ser inúmeras vezes explorada pelos fãs ao longo de anos sem que deixe de ser incrível, como aconteceu com Arquivo X, que acaba de ganhar uma nova temporada.
 
Uma série, assim como um filme, precisa de um bom argumento e as séries baseadas em quadrinhos costumam ter isso de sobra, uma vez que há todo um grande universo de heróis, anti-heróis, coadjuvantes e vilões para explorar. Mas precisa também de bons personagens: é preciso que os heróis e os vilões não sejam somente bonzinhos versus malvados, como eram as séries de décadas passadas (e elas tinham seus motivos para serem assim). A previsibilidade destroi um filme, faz as duas horas de uma sessão parecerem se arrastar por muito mais tempo com uma sucessão terrível de "eu sabia que isso iria acontecer". Qual é a graça de um filme que não nos surpreende ou não nos faz pensar? Agora imagine essa cadeia de previsibilidades em uma série! Mesmo que você saiba que o herói vai viver no final (caso contrário a série não teria o nome dele no título), é preciso ver o herói dividido entre si e o outro, entre o querer e o dever, confrontado por dilemas morais e pelos acasos da vida.
 
Vamos à lista?
 
 

5º - Smallville

Foto mostra jovem Superman de Smallville
 
Foi uma das primeiras séries baseadas em quadrinhos a conquistar fãs dos quadrinhos e o público em geral que só queria ver a série mesmo. Ok, talvez os fãs mais fiéis de Superman não tenham gostado tanto assim da série, já que algumas das reclamações mais comuns giram em torno do excesso de foco no romance, em algumas péssimas atuações e em alguns tropeços nas escolhas criativas.
 
Mas, por que Smallville? Se você tiver que escolher entre qualquer adaptação de quadrinhos da DC feita pela CW Television Network, escolha Smallville, porque lá você tem um foco diferente (a juventude do Superman e o porquê de ele ser um rapaz tão inocente) e a abertura para o aparecimento de personagens menos conhecidos dos quadrinhos. Mas tenha paciência: são 10 temporadas.
 
Escolhemos Smallville porque as séries posteriores da CW tentam reproduzir o mesmo sucesso. Em certa medida, até conseguem. Mas, se for para ver as cópias, porque não ir direto à fonte? Arrow está no ar desde 2012 e, já na sua 5ª temporada começa a cair no esquecimento. The Flash ainda está em alta, com sua terceira temporada em 2016, conta com um ator carismático no papel principal (mesmo motivo que segura os fãs de Supergirl, da CBS), mas ainda tem uma longa estrada para se firmar como se firmou Smallville.
 
Sim, Smallville está longe de ser uma excelente série, mas é a mais icônica das séries baseadas em quadrinhos que visa um público muito mais amplo.
 
 
 

4º - Agente Carter

Foto mostra a Agente Carter empunhando uma arma
 
Embora não seja uma dessas séries que tem uma legião de fãs, Agente Carter merece a citação por um motivo simples: ao contrário do seu colega spin-off, Agentes da S.H.I.E.L.D., Agente Carter consegue ser uma série sóbria. Agentes da S.H.I.E.L.D. repete um esquema comum, mas que raras vezes dá certo: transformar um alívio cômico ou coadjuvante querido em protagonista. Já a Agente Carter é uma personagem com nuances muito mais interessantes, que vão muito além de ser o interesse amoroso do Capitão América: ela é uma agente especial em uma época em que mulheres estavam apenas começando a ganhar espaço em uma sociedade muito machista (empreendimento ainda em andamento nos dias de hoje).
 
A série consegue ainda restaurar muito bem o ambiente da época, sem deixar aquela sensação de falta de orçamento. Com muito menos personagens centrais que Agentes da S.H.I.E.L.D., a série não se vê tão obrigada a contratar atores menores e Hayley Atwell segura muito bem o programa sendo ao mesmo tempo uma mulher delicada e agente durona.
 
 
 

3º - The Walking Dead

Foto de The Walking Dead mostra Rick e seu filho em imagem promocional
 
The Walking Dead já não tem mais todo o amor que tinha no princípio, mas ocupa o nosso 3º lugar nessa lista por um motivo simples: a série consegue dar de 10x0 em muitos filmes de zumbi.
 
Lançada em 2010, a série já se encaminha para sua sétima temporada. Muito diferente da trama dos quadrinhos, o que divide muitos fãs, a série conseguiu fazer algo inédito: um ótimo drama de terror. Além disso, seus efeitos especiais são impressionantes e, ainda que as últimas temporadas tenham deixado a qualidade cair, The Walking Dead ainda está acima do nível de efeitos que vemos em outras séries. E se você é fã de zumbis de verdade, daqueles que ficam bem podres e só pensam em comer, essa é a série certa para você. Senão, você pode optar pela produção da CW, iZombie.
 
Nunca antes os zumbis foram tão queridos. De repende, uma onda de livros como "Meu Namorado é um Zumbi", de Isaac Marion, e "Orgulho e Preconceito e Zumbis", de Seth Grahame-Smith, começaram a se tornar populares (mesmo que tenham surgido antes da série) para um público que nunca foi público alvo de produções centradas em zumbis. Antes de The Walking Dead, o mais popular que os Zumbis conseguiram ser, para além da horda de fãs de George A. Romero, foi com a série de jogos Resident Evil, que ganharam uma série de adaptações de gosto questionável para o cinema.
 
A série tem muitos personagens e consegue lidar muito bem com todos eles e, nesse quesito, The Walking Dead tem algo que outras séries baseadas em quadrinhos não têm: seu personagem mais querido não nasceu nos quadrinhos. Daryl Dixon é o motivo pelo qual muitas pessoas acompanham a série: ele é badass e bonzinho na medida certa, além de ser o melhor matador de zumbis do grupo e não se proteger dentro de um carro. Sim! Ele prefere andar de moto no meio dos zumbis, porque é muito mais... Daryl Dixon.
 
 
 

2º - Jessica Jones

Foto mostra Jessica Jones no metrô
 
Jessica Jones veio na onda do nosso primeiro lugar, mas nem por isso deve ser desprezada ou colocada junto da primeira produção Marvel-Netflix. Com uma atriz que veio da série mais aclamada de todos os tempos, Breaking Bad, a série já garantiu uma heroína consistente. O elenco como um todo é excelente, mas vale mencionar que o caricato David Tennant, que já foi Doctor Who, demora um pouco para convencer que não é apenas mais um vilão que quer fazer o mal... porque sim.
 
A série consegue criar contornos profundos e colocar questionamentos realmente relevantes na cabeça dos espectadores. Não tem romance meloso, não vitimismo, não tem heroína durona e destemida e mesmo os humanos comuns são heróis. O esquema de cores da fotografia é herdada de Demolidor, porque é o mesmo universo, mas mesmo assim assume uma identidade especialmente para a personagem. Elementos dos quadrinhos e mesmo do Universo Cinemático Marvel são introduzidos com uma naturalidade tão grande que nos convence de primeira que o Universo Marvel é tão grande quanto é diverso. E o melhor: o alívio cômico, a ação, o romance, o drama da família e da amizade estão todos postos na série na medida certa. Nenhum excesso para não estragar a receita.
 
 
 

Demolidor

Foto mostra Matt Murdock, o Demolidor, como advogado
 
Apesar de ser um ator conhecido, não dá para negar que a escolha de Charlie Cox para viver o Demolidor deixou os fãs receosos. Parte da culpa vem do filme Demolidor - O Homem Sem Medo, estrelado por Ben Affleck, que deixou qualquer adaptação focada no Homem Sem Medo sob densas nuvens de suspeita. Mas Demolidor chegou no Netflix e arrasou.
 
Não só o Matt Murdock conquistou todo mundo sendo um super-herói com super-poderes falível e inexperiente, como também o resto do elenco. Todos convencem. Assim como em Jessica Jones, não há más atuações. Há um trabalho primoroso de roteirização, direção, fotografia, design de produção, enfim, todas aquelas coisas que fazem de um filme um bom filme. As produções Marvel-Netflix são de qualidade cinematográfica. Ainda não são nível Breaking Bad, mas não estão tão longe quanto a maioria das séries estão.
 
Demolidor é melhor do que Jessica Jones e merece o primeiro lugar do ranking. Não muito melhor, um pouco melhor. O motivo está no vilão: Vincent D'Onofrio transformou Wilson Fisk, o Senhor do Crime, em um vilão pelo qual podemos torcer. O Demolidor é incrível, mas seu adversário também. A temporada acaba com um gosto de quero mais. Muito mais!
 
A terceira temporada, que chega nesta semana no Netflix traz mais dois personagens icônicos: Elektra e O Justiceiro. Você acha que a qualidade vai baixar? Parece que não, porque Jon Bernthal está tão incrível como Frank Castle (O Justiceiro), que a Marvel-Netflix resolveu dar uma série solo todinha só para ele.
 
 
 
 
... O que nos leva às séries baseadas em quadrinhos mais aguardadas:
 

Luke Cage, Iron Fist, Os Defensores e O Justiceiro

Foto mostra Luke Cage, Punhos de Aço, Os Defensores e O Justiceiro nos quadrinhos
 
Todos fazem parte do projeto Marvel-Netflix: em ordem de lançamento, Demolidor já está na segunda temporada; Jessica Jones tem uma segunda temporada prevista, mas sem data de estreia; Luke Cage (que apareceu na série Jessica Jones desde o início) será o próximo a ganhar a própria série, com estreia em 30 de setembro de 2016; e Iron Fist (Punho de Ferro) tem a primeira temporada prevista para novembro de 2016. Os quatro personagens serão reunidos em uma quinta série intitulada "Os Defensores", que também tem previsão de estreia para 2016.
 
Já o Justiceiro não fazia parte do projeto. Mas a performance de Jon Bernthal impressionou tanto que, conforme dissemos acima, os produtores do Universo Marvel de séries resolveram dar uma série solo para o anti-herói.
 
Deixe um espaço da sua agenda do segundo semestre separada para o Netflix!
 

Preacher

Foto mostra Jesse e Tulipa nos quadrinhos Preacher
 
Preacher, da AMC, já está prestes a ser lançada e a divulgação já está sendo feita. Esse é mais um daqueles quadrinhos amados por muitos fãs e que, se a série não tiver um mínimo de respeito, pode ser cancelada logo depois da primeira temporada, como aconteceu com Constantine, da NBC.
 
E se você é muito fã dos quadrinhos, já deve estar com um pé atrás. Não só a escolha de elenco ignorou completamente as características dos personagens, mas a sinopse é completamente desanimadora: "Após um evento sobrenatural em sua igreja, um pregador conta com a ajuda de um vampiro para encontrar Deus". Eis o tipo de sinopse que conta mal o que de fato acontece na trama.
 
Bom, no dia 22 de maio de 2016 poderemos ver Dominic Cooper como Jesse Custer, a morena Ruth Negga no papel da loira Tulipa O'Hare, o interessante, porém caricato demais, Joseph Gilgun como Cassidy e... Ian Colletti como Cara de Cu.
 
Confira o trailer:
 
 
 

Krypton

Foto mostra logotipo oficial da série Krypton
 
Como o próprio nome já indica, Superman rendeu mais uma série. Dessa vez, porém, a pegada é um pouco diferente. A série, ainda em desenvolvimento e sem previsão de estreia, é uma criação de David S. Goyer, roteirista da Trilogia Cavaleiro das Trevas e de Homem de Aço.
 
A série pretende mostrar o que levou o planeta do Superman ao colapso. Ambientada 200 anos antes dos eventos do filme Homem de Aço, a trama deverá criar todo o universo mítico e pouco explorado de Krypton.
 

Empire of the Dead

Foto mostra vampiro e zumbis dos quadrinhos Empire of the Dead
 
Outra série de zumbis! Embora também seja produzida pela AMC, essa não é um spin-off de The Walking Dead como é Fear the Walking Dead. A emissora foi além e buscou um clássico: uma HQ do mestre dos zumbis, George A. Romero.
 
Também em desenvolvimento e sem previsão de estreia, a série tem algo que as outras séries do gênero não têm: vampiros. Lançada em 2014, Empire of the Dead tem 15 edições que mostram uma Nova York dominada por zumbis e vampiros. Pobre dos humanos que estão na base dessa cadeia alimentar.
 

Hellfire Club (Clube do Inferno)

Foto mostra equipe original do Clube do Inferno
 
Às vezes, a Fox costuma pisar na bola com filmes baseados em quadrinhos, mas parece que agora o estúdio contará com o apoio da Marvel e dos produtores de X-Men, Bryan Singer e Simon Kinberg, para trazer para a TV uma série com os mutantes que usam seus poderes para controlar eventos globais, o Clube do Inferno.
 
A série não tem previsão de estreia, mas já tem até os showrunners definidos: Evan Katz e Manny Coto. No elenco, porém, é muito pouco provável que os atores de X-Men: Primeira Classe retornem para viver os personagens na série. Nas telonas, Kevin Bacon foi o líder Sebastian Shaw ao lado de January Jones como Emma Frost, além de Jason Flemyng como Azrael, Álex González como Riptide e Zoë Kravitz como Angel Salvadore.
 
 
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por Laísa Trojaike

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