Sete Dias com Marilyn

Publicada em 03/05/2012 às 14:23

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Norma Jeane Mortenson nasceu na cidade de Los Angeles em 1926, não conheceu o pai biológico, passou parte da infância em orfanato e se casou com 21 anos. Alguns anos depois ela se tornou em uma mais famosos símbolos de sensualidade e popularidade com o seu nome artístico, Marilyn Monroe. Em Sete Dias com Marilyn (My Week with Marilyn - 2011) acompanhamos por um outro olhar o que muita gente na época queria: ficar perto dela, tamanha era a devoção.

O filme gira em torno da visão sobre uma semana conturbada de Colin Clark (Eddie Redmayne), um jovem inglês de 23 anos, aspirante a cineasta e que trabalha como assistente na produção de O Príncipe Encantado (The Prince and the Showgirl – 1957) dirigido e estrelado por Sir Laurence Olivier (Kenneth Branagh) e é claro, Marilyn (Michelle Williams).

A diva está no seu terceiro casamento, agora com o dramaturgo Arthur Miller (Dougray Scott), exala carisma ao ponto de ter o mundo aos seus pés. Ela é tudo em relação popularidade mas quer ser reconhecida como uma grande atriz, já Olivier é o contrário. Considerado um dos maiores do seu tempo, quer o brilho que a loira possui em demasia. Aí começa um conflito entre o ansioso Olivier que fica esperando o ponto para agir enquanto observa os passos da adorável e por vezes tola Marilyn.

Miller vai para Paris e deixa Marilyn na Inglaterra para as filmagens. Durante um hiato na produção, a atriz pede que Colin passe uma semana com ela e aos poucos, ele começa a deixar de lado todo aquele encantamento que tinha por ela. Ela continua linda e se mostra bastante inteligente, vulnerável e por vezes até infeliz, mas também personifica exatamente o tipo de pessoa que vive em um mundo só dela, o que significa que para frequentá-lo o preço será bem custoso. Isso se traduz nas indisciplinas que ela comete ao não decorar falas, não cumprir horários e deixar personalidades - incluindo Olivier – esperando, simplesmente porque todos sabiam e diziam: ela é máximo! Lógico, Colin não consegue deixar de gostar dela e, mesmo um pouco desconfiado, vive naquele mundo de fantasias.

Baseado nos livros The Prince, The Showgirl and Me e My Week with Marilyn do próprio Colin Clark, o filme agrada mesmo não tendo nada revelador. Correndo o risco de ser uma caricatura, Michelle Williams torna Marilyn viva, seja na doçura, no apelo sexual ou mesmo em momentos de estrelismo e Kenneth Branagh é o Olivier já cinquentão, vaidoso, calculista, tentando entender os encantos de um mito que o mundo jamais esqueceria.

Saiba mais sobre o filme Sete Dias com Marilyn.

Por Jean Garnier

Comentários (1)

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valdete comentou: gostaria muito de ver esse filme Responder