3 anos sem Carrie Fisher e como A Ascensão Skywalker honrou seu legado

Publicada em 27/12/2019 às 09:00

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3 anos sem Carrie Fisher e como A Ascensão Skywalker honrou seu legado
Foto: Reprodução/Lucasfilm

Neste dia 27 de dezembro, completamos tristes três anos desde o falecimento de Carrie Fisher. Atriz consagrada nos cinemas e na cultura pop como a Princesa Leia, da franquia fílmica Star Wars, teve sua última homenagem prestada com o lançamento de A Ascensão Skywalker, nono filme da saga que marcou gerações ao longo de quatro décadas, representando o fim de uma grande e significativa história.

O filme foi lançado há poucos dias, em 19 de dezembro, e já arrastou multidões de fãs ao redor de todo o mundo para conferir a novidade nos cinemas. Fisher, que faleceu em 2016, aparece no filme por meio de gravações não utilizadas de O Despertar da Força, filme da franquia que chegou aos cinemas em 2015, e de Os Últimos Jedi, último longa que gravou antes de nos deixar, mas não pôde assistir ao lançamento em 2017.

Embora as dificuldades em trazer a personagem de volta para o término da franquia, tudo o que poderia ser feito a seu favor foi realizado, e a Lucasfilm/Disney não poupou esforços em fazer com que cada segundo de tela de Leia fosse uma verdadeira homenagem para Carrie Fisher,.

Mas antes de continuar lendo, atenção: esse texto contém spoilers sobre o filme Star Wars: A Ascensão Skywalker. Se você ainda não o assistiu e não quer receber spoiler, recomendamos que não continue a leitura. Caso contrário, vamos relembrar juntos como o filme exaltou Leia, Fisher e seu legado histórico.

3 anos sem Carrie Fisher e como A Ascensão Skywalker honrou seu legado
Foto: Divulgação/Lucasfilm

É inegável a importância de Leia nos filmes da trilogia original. Leia sempre foi uma personagem forte, embora secundária na franquia. Ela não aceitava ficar atrás de Luke ou Solo, e mesmo sendo o cérebro do trio comumente saía em ação com sua blaster, se libertando e matando seus próprios inimigos. Não é a toa que Leia se consagrou como uma das personagens feminina mais importantes da história da cultura pop.

Além de ser boa em usar o cérebro e as mãos, sabe-se que Leia é sensível a Força. Nos filmes recentes, a vemos em ação quando sentiu a morte de Han Solo, em O Despertar da Força, e em Os Últimos Jedi, quando se projetou para fora de uma nave que explodia, salvando a própria vida — e dando aos fãs um grande choque sobre o seu até então desconhecido domínio sobre as habilidades da Força.

Embora essa cena tenha trazido algumas críticas à personagem e ao enredo, grande parte dos fãs apoiaram a ideia, mas ainda ficaram interessados em descobrir como Leia adquiriu tais habilidades, e o filme mais recente busca responder a essas dúvidas.

Em A Ascensão Skywalker, há um pequeno momento de flashback que volta para Luke e Leia ainda jovens, com a jovem Organa sendo treinada por seu irmão após os acontecimentos de O Retorno de Jedi. Entretanto, Leia não pôde concluir seu treinamento — e, segundo J. J. Abrams, foi uma escolha da própria.

3 anos sem Carrie Fisher e como A Ascensão Skywalker honrou seu legado
Foto: Divulgação/Lucasfilm

Em 2015 o diretor cedeu uma entrevista ao IGN, onde falou sobre os motivos de Leia não ser uma Jedi. Na época, Abrams afirma que, ao conversar com George Lucas, chegaram à resposta de que ela fez a escolha de não terminar seu treinamento para assumir a liderança da Resistência, colocando em prática o seu lado político enquanto deixava os assuntos da Força para seu irmão, embora também fosse uma usuária.

Entretanto, como Luke Skywalker faleceu em Os Últimos Jedi, sobrou para Leia a missão de treinar Rey nos caminhos da Força, e a escolha dos roteiristas parece bem válida neste ponto: há uma grande conexão entre as duas personagens desde seu primeiro encontro, ainda em O Despertar da Força, e esse treinamento as ajudaria a estreitar ainda mais os laços de amizade entre as duas, em um sentimento quase maternal.

Embora Leia não seja mãe de Rey, detonando grande parte das teorias criadas por internautas ao longo dos últimos quatro anos, as duas são como família, e precisavam dessa proximidade para que Rey pudesse sentir a dor de sua perda no último filme, tal como sentiu com Han Solo, que fora como uma figura paterna para ela. 

3 anos sem Carrie Fisher e como A Ascensão Skywalker honrou seu legado
Foto: Divulgação/Lucasfilm

Inclusive, a morte de Leia em A Ascensão Skywalker era a escolha mais segura para dar um fim adequado para a personagem e para a atriz, que descansam na Força neste exato momento. 

Na última trilogia, o maior desgosto da vida de Leia era ter perdido seu filho para o lado sombrio da Força. Ela foi distanciada de seu amado Han Solo por isso, e mesmo seu irmão, Luke, não aguentou ficar por perto, ambos sentindo o peso da culpa pelas escolhas erradas de Ben Solo, mais conhecido como Kylo Ren. 

Leia, entretanto, nunca culpou nenhum dos dois, mas queria ter seu filho de volta ao caminho da luz, onde pertencia. 

No filme final, Ben está emocionalmente abalado, ainda sofrendo pela consciência pesada pela morte do pai e sentindo falta da mãe, mas incapaz de se perdoar, abaixar a cabeça e desistir de tudo o que conquistou até agora para voltar a sua vida como filho da General rebelde.

Entretanto, a mínima existência de seus conflitos pessoais é a porta que Leia precisava para poder se comunicar com ele, ainda que isso tirasse a própria vida. Foi um sacrifício que ela escolheu para que seu filho pudesse se redimir por suas ações, e ele o fez ao devolver o favor a Rey, ressuscitando-a ao fim do filme. 

3 anos sem Carrie Fisher e como A Ascensão Skywalker honrou seu legado
Foto: Divulgação/Lucasfilm

Com este ciclo de sacrifícios iniciados por Leia, a personagem torna-se essencial para todo o desfecho da franquia Skywalker, que inicialmente girou ao redor de seu irmão e tentou coloca-la como uma mera coadjuvante e alívio feminino para a trama de uma família da qual também fazia parte. Ainda assim, Leia conseguiu escapar dos estereótipos de princesa indefesa e cresceu.

Graças ao passar dos anos e aos novos filmes pôde se desenvolver ainda mais e mostrar a grande personagem que sempre teve potencial para ser, e Star Wars pôde não só se redimir com a mais marcante personalidade da franquia original, como também prestar uma última e bela homenagem a Carrie Fisher, uma das maiores estrelas da cultura pop. E lamentaremos eternamente a sua perda.

Com grande homenagem e honra ao seu legado, Star Wars: A Ascensão Skywalker encontra-se atualmente em cartaz nos cinemas do Brasil.

Leia mais sobre Star Wars no Cinema10 ou aproveite para conhecer mais sobre Carrie Fisher, nossa eterna Princesa Leia.

Por Karoline Póss
 


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Comentários (1)

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Lyriana comentou: Linda matéria!!
Eu gostei muito desse último filme. Um final digno e uma bela despedida à saga.
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