Aprenda com cinema: 10 dicas de filmes para ajudar nos estudos

Publicada em 15/10/2020 às 10:00

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Aprenda com cinema: 10 dicas de filmes para ajudar nos estudos
Foto: Divulgação/Pandora Filmes e Universal Pictures do Brasil

Os estudos não precisam se resumir a lousas e livros. Cada vez mais surgem novas formas de aprender sobre os mais variados temas, e o cinema tem se demonstrado um verdadeiro aliado de professores e alunos na luta por métodos de ensino que quebrem com o tradicionalismo da sala de aula, abrindo espaço para a intepretação e o debate para enriquecer conhecimentos.

Pensando nisso, nos unimos ao Telecine para trazer uma lista de filmes incríveis (e disponíveis em streaming!) que podem dar aquela mãozinha na hora de estudar história, sociologia, ciência e mesmo literatura. O que não vai faltar é motivação para estudar com esses longas que, além de ótimas lições, trazem grande entretenimento aos espectadores.

Confira 10 dicas de filmes para aprender com cinema:

Uma Noite de Crime (2013)

Uma Noite de Crime
Foto: Divulgação/Universal Pictures do Brasil

A franquia Uma Noite de Crime (ou The Purge, em inglês) é mais do que uma série de filmes de terror e ação, mas sim uma verdadeira lição de sociologia que pode ser levada para as salas de aula a fim de trazer uma abordagem sobre o comportamento humano que deixará os alunos muito interessados na matéria.

O primeiro filme se passa em 2022, abordando um futuro distópico e não muito distante no qual os Estados Unidos permite, durante 12 horas por ano, qualquer atividade ilegal (de pequenos roubos a estupros e assassinatos). 

A participação no chamado Expurgo não é obrigatória, mas muitas "famílias de bem" cedem à data como uma espécie de festividade anual onde podem expor seu verdadeiro caráter. Com isso em mente, o filme suscita grandes reflexões e debates sobre os instintos humanos frente à violência e ao mau-caratismo, tal como interpretações sobre como, em menor escala, o expurgo já tem sido aplicado na nossa sociedade não-fictícia.

Que Horas Ela Volta? (2015)

Que Horas Ela Volta? (2015)
Foto: Divulgação/Pandora Filmes

Não é a toa que este filme brasileiro foi um grande sucesso de crítica. Com direção de Anna Muylaert e protagonismo de Regina Casé, Que Horas Ela Volta? também pode ser utilizado em aulas de sociologia para tratar das classes sociais e de sua desigualdade. 

Apesar de ser fictício, o filme conta a história de muitos brasileiros: a pernambucana Val vai a São Paulo em busca de emprego para melhorar as condições de vida de sua filha, Jéssica. Ela se torna empregada doméstica na casa e uma família de classe média. Anos mais tarde, a garota vai morar com a mãe na casa dos patrões pois sonha em fazer faculdade na capital paulista, mas acaba se deparando com a desigualdade com a qual sua mãe é tratada e começa a questionar essa imposição. 

Essas questões também são suscitadas no expectador, colocando em cheque o tratamento que é dado a empregadas/babás e como famílias ricas terceirizam a criação de seus filhos a essas profissionais, sem se preocupar com os filhos das próprias. 

Shakespeare Apaixonado (1998)

Shakespeare Apaixonado
Foto: Divulgação/Universal Pictures do Brasil

Todo bom amante de literatura precisa estudar Shakespeare, e a vida do astro londrino ganha uma mistura de biografia e ficção neste vencedor do Oscar de Melhor Filme dirigido por John Madden. 

A trama teoriza os bastidores da criação de Romeu e Julieta, sua mais popular peça. Em uma das interpretações da obra, discute-se que Shakespeare precisou amar para conseguir escrever profundamente sobre o amor.

Muitos dos eventos narrados na obra são, entretanto, especulações sobre sua vida privada, incluindo sua parceira romântica Lady Viola. Levar este filme para as aulas de literatura levará os alunos a pesquisarem e se aprofundarem na vida e obra do autor para descobrir o que é real ou não sobre ele neste lindo romance que é Shakespeare Apaixonado

A Onda (2008)

A Onda (2008)
Foto: Divulgação/Movie Mobz

Este sucesso alemão pode ser usado em aulas de história ou sociologia (ou, se possível, em um casamento entre as duas matérias para entender o filme por todas as suas vertentes). 

A produção dirigida por Dennis Gansel se inspira no experimento social da Terceira Onda, criado por Todd Strasser em 1981, para contar a história de um professor colegial que leva seus alunos a uma experiência imersiva no que foi a ditadura nazista. Os alunos inicialmente acreditam que é impossível que uma nova ditadura seja instaurada na Alemanha, mas o que eles vivem nessas aulas mostrarão o contrário. 

A Onda retrata a facilidade na manipulação de massas e como o oprimido, dada a oportunidade, rapidamente se transforma em opressor. Questões extremamente bem-vindas em sala de aula ou mesmo para estudar sozinho em casa.

X Men: First Class (2011)

X Men: First Class (2011)
Foto: Divulgação/20th Century Studios

E quem disse que não dá para aprender muito com filmes inspirados em quadrinhos? As histórias de X-MEN conquistaram o mundo não só por suas tramas repletas de ação, mas por abordar o preconceito de forma bastante inteligente e passíveis de aulas de sociologia, conforme os mutantes são perseguidos pela sociedade, considerados como uma ameaça por serem diferentes.

Em Primeira Classe, filme dirigido por Matthew Vaughn trata, ainda, de uma grande aula de história ao se ambientar no início dos anos de 1960, no auge da Guerra Fria. Charles Xavier e Erik Lehnsherr são dois mutantes de origens diferentes, mas que cresceram como amigos e, frente às ameaças nucleares, buscam uma forma de unirem outros mutantes para salvar o mundo antes que seja tarde demais, mas acabam separados após uma divergência de opiniões. 

A forma com a qual os personagens foram criados também cria pano para discussão sobre como as diferenças sociais interferem no desenvolvimento humano.

Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros (2015)

Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros (2015)
Foto: Divulgação/Universal Pictures do Brasil

Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros é uma continuação à franquia Jurassic Park, grande sucesso cinematográfico dos anos 90 que trouxe de voltas questionamentos importantíssimos quanto ao avanço da ciência.

Tal como os filmes da trilogia original, a obra levanta questionamentos científicos e biológicos sobre a dualidade das experiências genéticas: embora possam representar grandes avanços à sociedade científica, lidar com seus resultados também pode colocar a vida humana em risco. Principalmente quando se trata de reviver criaturas mortais que foram extintas milênios atrás.

Além de ser um sucesso de bilheteria e de crítica, o filme dirigido por Colin Trevorrow levantou no público fortes críticas quanto às crescentes tentativas laboratoriais de recriar dinossauros vivos a partir de material genético, ensinando sobre os riscos de fazê-lo.

Eu, Robô (2004)

Eu, Robô (2004)
Foto: Divulgação/20th Century Studios

Com as tecnológicas em constante ascensão e evolução, é cada vez mais comum que o trabalho humano seja substituído por máquinas, que não precisam parar para descansar ou serem pagas para isso, sendo, portanto, mais eficazes.

São muitos os filmes que começam a questionar isso, levando em consideração que o avanço da programação leve esses robôs a terem sentimentos/pensamentos e, cientes de suas condições como explorados, se voltem contra os exploradores. 

Um destes é Eu, Robô, que pode ser às aulas ligadas às ciências ou à sociologia. Estrelado por Will Smith, essa ação de ficção científica se passa no ano de 20135, levantando uma possibilidade de futuro distópico na qual os robôs decidem se voltar contra os humanos. Até onde a intervenção robótica na vida humana é saudável?

Parasita (2019)

Parasita (2019)
Foto: Divulgação/Pandora Filmes

Parasita, sucesso sul-coreano dirigido por Bong Joon-ho, trouxe ao mundo o melhor filme do ano, segundo o Oscar, Palma de Ouro e tantas outras premiações importantes que reconheceram a qualidade por trás deste longa que mistura suspense e humor. 

A trama apresenta a família Kim, pobre e desempregada, usando sua esperteza para se infiltrar aos poucos como funcionários dos Park, que moram em uma luxuosa mansão. O filme inicialmente apresenta os Kim como parasitas, mas toda a exploração por eles vivida (e um plot twist impecável!) colocam em cena que, talvez, eles sejam os parasitados. 

Sem dar grandes spoilers, o filme debate a desigualdade social presente na Coreia do Sul, país de primeiro mundo que é comumente creditado por suas inovações tecnológicas, deixando a sua ainda existente pobreza cair no esquecimento pela mídia internacional.

1917 (2019)

1917 (2019)
Foto: Divulgação/Universal Pictures do Brasil

Com direção de Sam Mendes e cinematografia de Roger Deakins, este filme venceu o Oscar de Melhor Fotografia por seu incrível trabalho em plano-sequência, criando a ilusão de que o filme se passa de forma fluída, em um único take, quando na verdade esconde seus cortes em transições sutis.

Mais do que um grande exemplo a ser estudado pelos amantes da sétima arte, o filme dá uma panorama sobre a Primeira Guerra Mundial. Apesar de não ser necessariamente um rama biográfico, a história é parcialmente inspirada no que contava Alfred Mendes, avô do cineasta, sobre o que ele viveu como soldado de guerra. 

Os eventos narrados em 1917 cercam a Operação Alberich, um código de operação alemã no qual os soldados mudaram de posição para a Linha Hindenburg, com uma defesa melhor. Essa estratégia é abordada no filme conforme dois soldados são enviados à Frende Ocidental para dar a mensagem de recuo. 

Cidade de Deus (2002)

Cidade de Deus (2002)
Foto: Divulgação/Imagem Filmes

Cidade de Deus é uma das maiores obras do cinema brasileiro. Com direção de Fernando Meirelles, o sucesso roteirizado a partir do livro homônimo de Paulo Lins levou o Brasil às principais premiações cinematográficas mundiais com uma narrativa sobre a desigualdade social e o crime na periferia carioca

Em 1960, ano que se inicia o filme, o Rio de Janeiro perdia o posto de capital para Brasília. A política estava uma loucura e medidas eram tomadas para desocupar favelas na região sul da cidade, migrando seus habitantes para a Cidade de Deus, que ficou superlotada. 

Assolado pela pobreza, crime organizado, tráfico de drogas, armas e preconceito racial, o filme é uma exposição e uma crítica às condições daqueles que habitam as favelas brasileiras, cabendo a aulas de sociologia, história e mesmo de geografia.

Todos esses filmes podem ser assistidos pelo Telecine, facilitando o uso deste material não só em sala de aula, mas também em casa para todos aqueles interessados em aprender mais por meio da sétima arte, que mistura entretenimento e ensinamentos vastos.

Para assisti-los, acesse o site do Telecine ou baixe o aplicativo e assine agora mesmo com os primeiros 30 dias grátis!

Por Karoline Póss


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