Até Que a Sorte nos Separe

Publicada em 04/11/2012 às 13:29

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Tão engraçado quanto o Zorra Total. Não. Isso não é um elogio. Leandro Hassum é um comediante talentoso e isso pode ser visto nos seus shows de stand-up, mas não há talento que sobreviva a um roteiro ruim, nem mesmo a inigualável Fernanda Montenegro sobreviveu (seu papel na novela Passione soava como uma deliciosa ironia).

Baseado (assim, bem de longe) no livro e sucesso de vendas Casais Inteligentes Enriquecem Juntos, de Gustavo Cerbasi, Até Que a Sorte nos Separe tenta uma pedagogia às avessas, onde a personagem de Hassum faz tudo o que os mandamentos do livro condena, sem deixar de lado a indispensável caricaturização exagerada.
 
Desde os créditos iniciais, o filme mostra que foi moldado sob os ditames das piores comédias hollywoodianas, como aquelas protagonizadas por Adam Sandler. Um grande plano geral embalado por uma música pop, seguido por uma sequência de atitudes absurdas recheadas de interpretações artificiais e fim. Talvez essa forma seja o fundo do poço do cinema brasileiro.
 
Não completamente insossas, algumas cenas conseguem ser engraçadas, como a referência a Flashdance protagonizada por Hassum ou as sequências que contavam com Aílton Graça, que, embora estivesse enquadrado nesse exemplar descartável de cinema, conseguia roubar a cena e fazer valer a pena estar sentado na poltrona.
 
Nos quesitos técnicos, um detalhe chama a atenção: a fotografia. A palidez e os tons de cinza utilizados para representar o cotidiano de Amauri, Laura e o filho do casal contrastavam com o colorido vibrante da família protagonista. O que no início poderia parecer a indução da ideia de que ricos conscientes não são felizes, é, na verdade, um spoiler de direção muito bem utilizado. Mas já não se pode dizer o mesmo das piadas, que eram repetidas e exauridas até os seus limites, demonstrando que ou os roteiristas eram pouco criativos ou que esse é mais um dos casos onde é feito aquilo que se supõe que a plateia quer.
 
Embora o filme possua um ou outro ponto positivo, é impossível ignorar que, como um todo, a produção é um desastre. Qualquer grande repercussão do longa é (e deve ser considerado) um reflexo do público como um todo. Infelizmente, filmes como esse continuarão a ser feitos enquanto houver espectadores satisfeitos, da mesma forma que aquele programa de sábado a noite continuará indo ao ar.
 
 
Por Laísa Trojaike

Comentários (8)

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Joyce Ribeiro comentou: Adorei esse filme, me diverti muito...
Quem não deu risada precisa rever os seu conseito talves esteje triste por outros motivos, mas vamos rir porque a vida é bela mesmo ficando rico e depois pobre rs...
16/04/2013 | Responder

luis Barbosa comentou: Bem alguns filmes brasileiros de comedia Não tem nenhum sentido,apenas Sexo,um filme brasileiro de comedia É apenas para a mulher tira a roupa e pronto,mais esse foi bom,e ela esta errada,esse filme foi belo,partes ruim,mais 85% É bom,quase todos os filmes de Leandro Hassum É bom!!!! 15/04/2013 | Responder

gislane moreno comentou: POW ESPERO QUE SEJA BOM, AINDA MAIS COM O Leandro Hassum POW ele É 10000000000000 16/11/2012 | Responder

Magno Mendonça comentou: DISCORDO,O FILME É MUITO BOM,ENGRAÇADO,QUEM ESCREVEU ESSE TEXTO,CRITICANDO O FILME,TEM UM PÉSSIMO GOSTO, SÓ PENSA NA PRÓPRIA OPINIÃO E NÃO NO GERAL,JÁ QUE AS PESSOAS GOSTAM MUITO DE COMÉDIA,E SE VEM COMO PODERIAM SER ELAS NO LUGAR DAQUELES PERSONAGENS. 11/11/2012 | Responder

andrea comentou: esse filme deve ser otimo 11/11/2012 | Responder

andrea comentou: esse filme deve ser otimo 11/11/2012 | Responder

lilia comentou: eu discordo da critica, gosto do filme, n sou muito chegada a filmes brasileiros mas esse eu gostei e recomendo. 07/11/2012 | Responder

Pedro B comentou: Desculpe, mas discordo. O filme consegue o principal numa comédia que é fazer rir e agradar o público. Eu, minha mulher, minha mãe, saímos satisfeitos. E não suporto Zorra Total e digo que não tem nada a ver a comparação. Mas não é porque eu não gosto de Zorra que eu vou criticar quem gosta porque eu respeito o gosto dos outros. Todo mundo que se mete a escrever sobre cinema se acha mais inteligente que os outros. Última vez que entro aqui. 05/11/2012 | Responder