Crítica: Doutor Estranho

Publicada em 04/11/2016 às 17:30

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A Marvel introduz mais um herói, e talvez o mais peculiar deles, ao seu universo cinematográfico com excelência, sem esquecer de sua formula que agrada a todos os públicos em Doutor Estranho.
 
A premissa, todos conhecemos. Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) é um cirurgião, o melhor deles, o mais arrogante e que está sempre procurando se superar. Strange vive uma vida de estrelato, onde o sucesso e o glamour lhes dão além de reconhecimento profissional, muito dinheiro. Então em seu carro esportivo, enquanto dirige em alta velocidade, o neurocirurgião sofre um acidente quase fatal que o deixa com sequelas graves, fazendo-o perder a precisão dos movimentos de suas mãos.
 
A partir desse ponto da trama, Strange gasta toda sua fortuna em tratamentos e cirurgias para corrigir o tremor nas suas mãos, porém sem sucesso. Nem o esforço de sua colega Christine (Rachel McAdams) é capaz de conformar o Doutor que agora se vê forçado a se aposentar.
 
Então, mesmo sendo o mais cético possível ele resolve ir até o Nepal, onde espera encontrar a cura por meio de um lugar místico chamado Kamar-Taj. É quando a Anciã (Tilda Swinton) mostra para Stephen tudo o que está além de sua compreensão como um médico: planos astrais e todas as possibilidades que o multiverso infinito pode oferecer. Entre ir embora ou continuar seu treinamento, ao lado de Mordo (Chiwetel Ejiofor), Stephen escolhe continuar naquele local de infinitas possibilidades desconhecidas.
 
Como um filme de origem é natural que se passe o primeiro ato inteiro expandindo a história do personagem, contando detalhes e adicionando ingredientes que agora farão parte do personagem no universo cinematográfico da Marvel. Mas a história até certo ponto parece arrastada demais para quem espera as cenas de ação intensas e combates incríveis.
 
Doutor Estranho é dirigido por Scott Derrickson (O Exorcismo de Emily Rose), que vem do gênero de terror e poderia ter acrescido mais seriedade ao longa. Porém, aqui ainda vemos a receita da Marvel se fazendo completamente presente.
 
 
Kaecilius (Mads Mikkelsen) é o vilão que todo herói em sua história introdutória precisa. Sua motivação é o suficiente para desenvolver as habilidades de Strange às pressas. Swinton está impecável como a Anciã, se mostrando bastante confiante em diálogos e ótimas cenas. Já Wong (Benedict Wong), serve bem a diálogos de alivio cômico para o Doutor Estranho.
 
Com imagens distorcidas e um espetáculo visual, o que parece ser pouco para descrever como tudo ficou bem orquestrado aqui, o longa se mostra um forte candidato a quem sabe um Oscar de Melhores Efeitos Visuais, porque tudo foi maravilhosamente desempenhado. Por isso, assistir ao filme em 3D e na maior tela que você encontrar é crucial para sentir ao menos um pouco das viagens visuais que o longa oferece e faz valer cada centavo.
 
A máxima do “menos é mais” aqui se faz presente e eficaz, tornando incríveis as batalhas entre os personagens. Com isso, a nova produção da Marvel não erra ao reservar uma conclusão diferente do que costuma aprontar em seu script padrão.
 
No fim, Doutor Estranho é um filme que oferece o que a Marvel faz de melhor: entreter todo tipo de público ao agradar fãs, enquanto apresenta um dos personagens mais importantes de seu universo. Com duas cenas pós-créditos, a diversão e a ansiedade se unem para vermos a continuação de Cumberbatch na pele do mago supremo.
 
Saiba mais sobre Doutor Estranho.
 
 
Nota: 8/10
 
Por Stenio Ribeiro

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