Crítica: Sobrenatural: Capítulo 2

Publicada em 22/11/2013 às 05:47

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Sobrenatural: Capítulo 2
 
 
 
 
O diretor James Wan acertou com “Invocação do Mal”, mas volta a abraçar a mediocridade nessa continuação pouco inspirada de um filme esquecível. É muito difícil conseguir realizar uma boa sequência no gênero, já que boa parte dos méritos de um projeto bem sucedido nasce das surpresas que ele provocou. Revisitar personagens no terror, quase sempre é sinônimo de uma tentativa de descaracterização objetivando o pastiche.

O roteiro não mantém a tensão que o início promete, com o erro comum de entregar um terceiro ato no piloto automático, resultando em um produto saído diretamente de uma fábrica para consumo imediato e eventual esquecimento. Ao testemunhar truques desgastados como coisas que “pulam” na direção da tela, eu fico com a impressão de que Wan utilizou um dublê novato no seu lugar. Um dublê fanático por “O Iluminado” e “Poltergeist”, sem vergonha alguma de utilizá-los como “inspiração”.

Com exceção de Patrick Wilson (Josh), que se esforça em imprimir alguma personalidade ao personagem, todo o elenco parece estar torcendo para que o expediente acabe. O excesso na utilização do recurso do flashback não facilita na imersão, assim como também prejudica o estabelecimento de qualquer clima. Fica difícil se envolver, quando cada “pulo do gato” precisa ser explicado didaticamente. Os mestres no gênero sabem que o horror reside com mais força nas sombras, naquilo que não se enxerga ou compreende.

O desfecho, como era de se esperar, deixa um portão aberto para a continuação... O problema será despertar o interesse de alguém em querer assisti-la.

 

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