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Minhas Tardes com Margueritte




Minhas Tardes com Margueritte Crítica

Um filme que mostra como um encontro casual pode se transformar em uma grande amizade.

Sabe aqueles filmes que exaltam a beleza da vida, de forma sutil, mostrando que mesmo aquela criança que poderia ter se transformado em um homem amargurado e rude é exemplo de bondade? Um exemplo ótimo deste estilo de filme é Minhas Tardes com Margueritte, de Jean Becker (Conversas com meu Jardineiro).

No elenco, Gérard Depardieu (Potiche - Esposa Troféu e Asterix nos Jogos Olímpicos), é Germain, personagem descrito acima, torturado pela falta de instinto martenal de sua progenitora. Ninguém melhor do que o ator francês para interpretar esse sujeito, o qual consegue de forma única harmonizar sua estatura ‘grande’ com personagens extremamente amigáveis. É ele também quem passa as tardes com Margueritte, interpretada por Gisèle Casadesus (A Chave de Sarah), uma senhora adoradora dos livros, num banco de um parque, numa cidadezinha qualquer francesa, a observar os pombos.

Os encontros sucedem-se após um encontro casual, dando sequência a uma amizade regada a leituras dos livros favoritos de Marguerite. Mas a idosa, que vive em um asilo, está prestes a perder a visão, devido a uma doença degenerativa que pode levá-la à cegueira a qualquer momento. Assim, a maior preocupação de Germain torna-se como Margueritte vai fazer aquilo que mais gosta: ler. Ele, então, começa a dedicar-se à leitura, atividade penosa, já que nunca conseguiu desempenhá-la direito. Outro trauma de infância, inclusive, que levava o seu professor a insultá-lo constantemente, perante os colegas, em sala de aula.

Flashbacks dessas situações e da convivência com a mãe o bombardeiam com lembranças do passado. Ao mesmo tempo, contextualizam o espectador sobre a vida de Germain que, apesar de levar nos ombros o sentimento de desprezo, não chega a ser um homem amargurado. Nutre grande alegria pela vida, seja ao exibir a sua horta urbana, seja no encontro diário com os amigos ou em companhia de sua amada Annette (Sophie Guillemin). Um final que não deve ser falado, mas sim, visto. Baseado no livro La Tête en Friche, Minhas Tardes com Margueritte é um filme que faz a vida parecer que vale a pena.

Saiba mais sobre o filme Minhas Tardes com Margueritte.

Por Paula Cassandra


Nota:

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COMENTÁRIOS


FilipTheCritic comentou em 22/08/2011:
Nota:

5
Avá isso é melhor que capitão américa?
Francy comentou em 13/07/2011:
Nota:

10
Belissimo filme! simples,sem ser raso...final tocante, sem ser piegas...uma pequena e delicada obra de arte.!
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