Parker

Publicada em 21/03/2013 às 23:48

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Parker
 
Jason Statham é, depois dos ícones clássicos, o atual melhor ator de ação que temos no cinema hollywoodiano. Infelizmente, os roteiristas não produzem bons roteiros de ação com frequência. Statham, por sua vez, não é tão seletivo. Parker é um desperdício de talento e de sangue cenográfico.
 
O estúdio tem em mãos um roteiro razoável que poderia se tornar um thriller de ação incrível nas mãos do diretor Taylor Hackford, que já deixou sua marca no cinema com filmes como Ray, Advogado do Diabo e O Sol da Meia-Noite. Adicione Jason Statham ao elenco e tenha a certeza de que terá um protagonista cativante e convincente. O que poderia dar errado? Tudo.
 
Hackford parece um jovem (e bastante genérico) diretor que não sabe utilizar boas ferramentas linguísticas. Mal o filme começa e somos forçados a acompanhar uma série de flashbacks didáticos que, não fosse o caso de se tratar de um filme para adultos, poderíamos ter algum animal antropomorfo fazendo a seguinte pergunta para os espectadores: “Vocês entenderam tudo crianças? Lembram-se do que aconteceu com o tio Parker?” Além disso, as cenas de ação são mal dirigidas e, como é de costume em maus filmes do gênero, vemos, no ecrã, uma massa de corpos amorfos em movimento. Para não dizer que é sempre assim, há alguns ótimos momentos em que podemos ver Parker mostrar as suas habilidades.
 
O longa poderia ser razoável se não possuísse Jennifer Lopez. A cantora (e me recuso a chamá-la de atriz) entra em cena com apenas dois motivos: 1. provar que é incapaz de ser convincente e 2. criar o clichê da moça que estraga tudo e da dama que precisa ser salva pelo herói. Para ela, não há momento de glória, somente vergonha alheia.
 
É difícil ser um bom filme quando já temos excelentes obras. É difícil ser um bom filme sobre roubo quando já temos Onze Homens e um Segredo. É difícil fazer um protagonista de ação com boas piadas quando já temos John McClane. É difícil fazer um filme de máfia contemporânea quando não se explora esse background e o “padrinho” Nick Nolte é quase um figurante. É difícil tentar bancar o James Bond quando a Bond girl está aquém das espectativas.
 
Parker é mais uma produção qualquer que busca arrecadar alguns trocados com nomes de celebridades estampados em cartazes interessantes. É mais um filme para ser dublado e entreter os espectadores de alguma emissora aberta. É só mais um filme lançado no monte dos descartáveis.
 
 
por Laísa Trojaike - @LaisaTrojaike

Comentários (2)

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Thaynara Vito comentou: Eu odiei esse filme 16/08/2013 | Responder

Zé Duarte comentou: A pessoa que escreveu essa crítica não sabe o significado da palavra "ícone"!!!!

Não entendi isso: "É difícil ser um bom filme quando já temos excelentes obras."

Tinha um bom crítico nesse site, um tal de Jean... kd o rapaz?
19/04/2013 | Responder