Oscar 2018: Saiba quem são os favoritos e aqueles que podem roubar a cena!

Publicada em 23/02/2018 às 17:40

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No domingo, 4 de março, a agitada avenida Hollywood Boulevard, em Los Angeles, vai parar para receber astros e estrelas no tapete vermelho do Oscar, que completa 90 anos! Esta edição acontece numa fase em que Hollywood tenta acordar para a igualdade de gêneros e raças e desperta o empoderamento feminino após a avalanche de denúncias de assédio sexual no ano passado. 

O movimento contra o assédio Time's Up já se reflete na festa de 2018, que esnobou James Franco na categoria Melhor Ator por Artista do Desastre, após surgirem denúncias contra ele. Já na lista de apresentadores ficou de fora o vencedor do ano passado Casey Affleck, processado duas vezes por assédio.

Vale lembrar ainda que Christopher Plummer conseguiu uma indicação a Ator Coadjuvante, por Todo o Dinheiro do Mundo, ao substituir Kevin Spacey, que teve suas cenas apagadas depois da acusação de abuso sexual. Nada ainda foi falado se as celebridades que vão pisar no tapete vermelho vestirão preto como aconteceu no Globo de Ouro e no BAFTA ou usarão o broche do movimento ou rosa branca como visto no Grammy e Brit.

Na festa deste ano há uma grande diversidade de indicados. As categorias técnicas trazem 40 mulheres, com destaque para Rachel Morrison, de Mudbound - Lágrimas sobre o Mississippi, que é a primeira mulher a concorrer ao prêmio de Melhor Fotografia. Já a  cantora Mary J. Blige é a primeira pessoa a ser indicada nas categorias Atriz Coadjuvante e Canção, também por Mudbound.

Greta Gerwig, de Lady Bird - A Hora de Voar, é a quinta mulher a concorrer ao Oscar de Direção, prêmio vencido apenas por Kathryn Bigelow (Guerra ao Terror). Mas se a vontade da Academia do Oscar era colocar uma mulher na disputa, poderia ter indicado Dee Rees, por Mudbound, que faz um trabalho muito superior ao de Gerwig no superestimado Lady Bird. Por sinal, Rees é a primeira negra a ser indicada à estatueta de Melhor Roteiro Adaptado.

Jordan Peele, de Corra!, é o quinto negro a concorrer na categoria Melhor Direção e o primeiro indicado a três estatuetas (Direção, Filme e Roteiro Original). Já Yance Ford é o primeiro negro transgênero a disputar o Oscar. Ele está na briga de Melhor Documentário por Strong Island, disponível na Netflix. 

Na disputa de Roteiro Adaptado, Logan conseguiu o feito de ser o primeiro filme de super-herói a concorrer nesta categoria. A torcida dos fãs era ver a produção ser indicada a Melhor Filme. Faltou coragem para a Academia dar esse passo, pois Logan seria um atrativo numa lista que conta com fracos títulos como Lady Bird e The Post: A Guerra Secreta.

O Brasil também se faz presente na festa! Rodrigo Teixeira é um dos produtores do indicado ao Oscar de Melhor Filme Me Chame Pelo Seu Nome. Além disso, o gracioso O Touro Ferdinando, dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha, compete pelo prêmio de Animação.

Os filmes indicados desta edição trazem a Segunda Guerra como pano de fundo como visto em Dunkirk e O Destino de Uma Nação. Histórias de amor e suas barreiras são temas de A Forma da Água, Me Chame Pelo Seu NomeCorpo e Alma e Edith+Eddie. O racismo é explorado em Corra!Mudbound e Strong Island

 A apresentação da cerimônia será novamente de Jimmy Kimmel e vamos ver se haverá alguma surpresa chocante como a gafe do ano passado. Até lá, confira uma análise dos favoritos e também daqueles que podem roubar a cena na grande festa do cinema! 

Melhor Filme

A Forma da Água (13 indicações)


Dunkirk (8 indicações)


Três Anúncios para um Crime (7 indicações)


O Destino de uma Nação (6 indicações)


Trama Fantasma (6 indicações)


Lady Bird - A Hora de Voar (5 indicações)


Corra! (4 indicações)


Me Chame Pelo Seu Nome (4 indicações)


The Post: A Guerra Secreta (2 indicações)

FAVORITO: A Forma da Água

O longa mostra a história de amor entre uma faxineira muda (Sally Hawkins) e uma criatura marinha, que é ameaçada por um homem que mais parece um monstro (Michael Shannon). A produção começou sua carreira vitoriosa no Festival de Veneza, faturando o Leão de Ouro. De lá pra cá, já abocanhou mais de 80 prêmios, incluindo o do sindicato dos produtores, considerado a prévia para esta categoria. Mas o filme está sendo processado por plágio, o que torna seu favoritismo um tanto nebuloso.

A Forma da Água chama atenção pelo apuro estético do design de produção e da fotografia, além da bela trilha sonora. Mas com um roteiro fraco, o filme não tem o mesmo impacto de outras produções dirigidas por Guillermo del Toro, como A Espinha do Diabo (2001) e O Labirinto do Fauno (2006).  Por isso, se a produção realmente faturar o Oscar, logo ela deve cair no esquecimento como os recentes vencedores Moonlight - Sob a Luz do Luar e Spotlight: Segredos Revelados.

QUEM PODE ROUBAR A CENA: Três Anúncios para um Crime

O drama mostra a revolta de Mildred (Frances McDormand) contra a polícia, que ainda não solucionou o caso da filha dela, assassinada há sete meses. Por isso, Mildred aluga três outdoors, que contêm mensagens exigindo uma ação. 

Martin McDonagh, comandante do longa, ficou de fora da disputa de Melhor Direção, o que dificulta Três Anúncios para um Crime a vencer o Oscar de Melhor Filme. Mesmo assim, o elenco afiado, o bom roteiro e os quase 90 prêmios na bagagem dão ao longa boas chances de estragar a festa de A Forma da Água.

Melhor Direção

Christopher Nolan, por Dunkirk (1ª indicação)
Greta Gerwig, por Lady Bird - A Hora de Voar (1ª indicação)
Guillermo del Toro, por A Forma da Água (1ª indicação)
Jordan Peele, por Corra! (1ª indicação)
Paul Thomas Anderson, por Trama Fantasma (2ª indicação)

FAVORITO: Guillermo del Toro

A barbada do Oscar deste ano é a categoria Melhor Direção. Guillermo del Toro será o terceiro mexicano a faturar o homenzinho dourado nesta categoria após Alfonso Cuarón (Gravidade) e Alejandro G. Iñárritu (Birdman e O Regresso). 

O cineasta tem paixão por estranhas criaturas e seu trabalho é calcado no terror e no cinema fantástico. No caso de A Forma da Água, a criatura marinha é inspirada no ser do terror O Monstro da Lagoa Negra (1954). Esta estatueta é mais pelo conjunto da riquíssima obra de del Toro, do que por A Forma da Água, que não é o melhor trabalho dele.

QUEM PODE ROUBAR A CENA: Christopher Nolan

O cineasta inglês apenas dirige os filmes que escreve e tem ótimos títulos no currículo. Tirando Guillermo del Toro, ele é nome mais badalado desta lista de indicados. Só agora com Dunkirk, que Nolan recebe sua primeira indicação na categoria Melhor Direção. Antes, ele concorreu a Melhor Roteiro Original por Amnésia (2000) e A Origem (2010) e Melhor Filme por A Origem.



Melhor Ator

Daniel Day-Lewis, por Trama Fantasma (3ª indicação. Venceu 3 estatuetas)
Daniel Kaluuya, por Corra! (1ª indicação)
Denzel Washington, por Roman J. Israel, Esq. (6ª indicação. Venceu 2 estatuetas)
Gary Oldman, por O Destino de Uma Nação (2ª indicação)
Timothée Chalamet, por Me Chame Pelo Seu Nome (1ª indicação)

FAVORITO: Gary Oldman

Ultimamente, o ator se especializou em papeis coadjuvantes em filmes de ação e suspense como a trilogia Batman, Robocop (2014) e Dupla Explosiva (2017). Após ser indicado por O Espião que Sabia Demais (2011), Gary Oldman vai vencer seu Oscar pelo drama O Destino de uma Nação

Oldman vive o primeiro-ministro Winston Churchill nos altos de seus 66 anos. O político tenta provar que é o homem capaz de restaurar a paz na Europa durante a Segunda Guerra. Churchill é sarcástico e rabugento. Suas ideias são consideradas perigosas e acaba recebendo o cargo não por merecimento, mas por vingança. O ator agrega humor à essa persona tão conhecida e sua interpretação é soberba, mesmo praticamente escondido pela maquiagem.

QUEM PODE ROUBAR A CENA: Daniel Day-Lewis

O drama Trama Fantasma marca o fim da carreira de Daniel Day-Lewis, que anunciou a aposentadoria em 2017. Seria uma despedida triunfal para o ator receber seu quarto Oscar, depois dos trabalhos irretocáveis em Meu Pé Esquerdo (1989), Sangue Negro (2007) e Lincoln (2012).

Em Trama Fantasma, Lewis dá seu show habitual, desta vez na pele do estilista Reynolds Woodcock. Ele é um homem incurável, seguro, perfeccionista e irritantemente sistemático. Estas características tão marcantes saem dos eixos quando ele conhece sua nova musa.



Melhor Atriz

Frances McDormand, por Três Anúncios para um Crime (4ª indicação. Venceu 1 estatueta)
Margot Robbie, por Eu, Tonya (1ª indicação)
Meryl Streep, por The Post: A Guerra Secreta (18ª indicação. Venceu 3 estatuetas)
Sally Hawkins, por A Forma da Água (2ª indicação)
Saoirse Ronan, por Lady Bird - A Hora de Voar (3ª indicação)

FAVORITA:  Frances McDormand

A atriz já tem um Oscar por Fargo (1996), escrito e dirigido por Joel e Ethan Coen. Na festa deste ano ninguém tira o prêmio de Frances McDormand, justamente por um filme que tem um quê do universo cinematográfico dos irmãos Coen. 

Em Três Anúncios para um Crime, McDormand brilha na pele da mãe enlutada Mildred. Sua filha foi assassinada e o criminoso ainda não encontrado. O sofrimento a faz só dizer coisas desagradáveis para os outros. A busca por justiça é encontrada em três outdoors que ela aluga e onde faz um ultimato a polícia. Disposta a travar uma guerra para manter os outdoors, Mildred mostra seu lado irreversível e obstinado para providências serem tomadas.

QUEM PODE ROUBAR A CENA: Sally Hawkins

A atriz foi indicada anteriormente na categoria Coadjuvante por Blue Jasmine (2013). Em A Forma da Água, a personagem foi escrita por Guillermo del Toro especialmente para Sally Hawkins, que se destaca como uma princesa sem voz num conto de fadas em que se apaixona por uma criatura marinha.

Melhor Ator Coadjuvante

Christopher Plummer, por Todo o Dinheiro do Mundo (2ª indicação. Venceu 1 estatueta)
Richard Jenkins, por A Forma da Água (2ª indicação)
Sam Rockwell, por Três Anúncios para um Crime (1ª indicação)
Willem Dafoe, por Projeto Flórida (3ª indicação)
Woody Harrelson, por Três Anúncios para um Crime (3ª indicação)

FAVORITO: Sam Rockwell 

No filme Três Anúncios para um Crime, Sam Rockwell encarna Dixon, policial preconceituoso, racista, alcoólatra e que se acha acima da lei. Ele bate de frente com a personagem de Frances McDormand e mais um bocado de gente.

A atuação de Rockwell não é nada de extraordinária, mas como o ator venceu os prêmios mais importantes da temporada, seu passaporte para o palco do Oscar está garantido. O colega de cena e concorrente na mesma categoria, Woody Harrelson, faz um trabalho bem melhor na pele do policial honesto que é chefe do personagem de Rockwell e se sente injustiçado com as mensagens nos três outdoors.

QUEM PODE ROUBAR A CENA: Willem Dafoe

Willem Dafoe já teve indicações nesta mesma categoria por Platoon (1986) e A Sombra do Vampiro (2000). Seria um belo reconhecimento para o ator que já encarnou personagens tão variados na carreira. Em Projeto Flórida, Dafoe interpreta o gerente de um hotel barato em Orlando, onde dá uma aula de paciência no trato com uma pirralha e sua mãe problemática.

Melhor Atriz Coadjuvante

Allison Janney, por Eu, Tonya (1ª indicação)
Laurie Metcalf, por Lady Bird - A Hora de Voar (1ª indicação)
Lesley Manville, por Trama Fantasma (1ª indicação)
Mary J. Blige, por Mudbound - Lágrimas sobre o Mississippi (1ª indicação)
Octavia Spencer, por A Forma da Água (2ª indicação. Venceu 1 estatueta)

FAVORITA: Allison Janney

Allison Janney tem um currículo extenso e se especializou em fazer papeis coadjuvantes, em especial na televisão, tendo faturado vários prêmios Emmy. Sua interpretação na comédia biográfica Eu, Tonya é certeira. 

Ela vive LaVona Golden, mãe da patinadora Tonya Harding (Margot Robbie). LaVona é perversa, dura, gélida e que sente asco de qualquer expressão de sentimento. É assim que ela acha que vai ajudar a filha a ser uma campeã olímpica e é assim que Janney vai levar seu Oscar para casa.

QUEM PODE ROUBAR A CENA: Laurie Metcalf 

Outra mãe se destaca nesta lista, a vivida por Laurie Metcalf em Lady Bird - A Hora de Voar. Sua personagem, Marion, é o retrato de muitas mães que pecam pelo excesso de zelo, cobrando demais da filha Lady Bird (Saoirse Ronan), que claro, quer bater asas para ficar longe de tanta proteção.

Melhor Roteiro Original

A Forma da Água
Corra!
Doentes de Amor
Lady Bird - A Hora de Voar
Três Anúncios para um Crime

FAVORITO: Corra!

Guillermo del Toro e a Fox Searchlight estão sendo processados por plagiar a peça Let me Hear You Whisper, de Paul Zindel. Isso jogou um balde de água fria nas chances de A Forma da Água levar o Oscar de Roteiro Original. De praxe, o Melhor Filme leva a estatueta de Roteiro. Mas esta edição promete ser diferente, algo que não acontecia desde 2012, quando O Artista faturou o prêmio de Filme, mas não o de Roteiro.

Com A Forma da Água fora da jogada, o roteirista Jordan Peele e seu terror Corra! ganharam vantagem na corrida pelo Oscar. O filme é daquele tipo que não é bom saber muita coisa. Ele basicamente mostra um negro indo conhecer a família da namorada branca. Com boa dose de sarcasmo, Corra! mostra que nada é o que parece. O desenrolar dos acontecimentos vai beirando ao surreal e o filme tece sua sátira ao racismo de forma bem original.

QUEM PODE ROUBAR A CENA: Três Anúncios para um Crime

Como Três Anúncios para um Crime está no páreo na categoria Melhor Filme, isso lhe dá espaço para a briga pelo homem dourado de Melhor Roteiro Original. A produção gira em torno de uma mãe (Frances McDormand) que coloca anúncios em três outdoors, querendo saber quando a polícia vai resolver o caso de sua filha, que foi raptada, estuprada e morta. Martin McDonagh usa o humor corrosivo para tratar de um tema pesado e apresenta um roteiro com boas reviravoltas.

Melhor Roteiro Adaptado

A Grande Jogada
Logan
Me Chame Pelo Seu Nome
Mudbound - Lágrimas sobre o Mississippi
Artista do Desastre

FAVORITO: Me Chame Pelo Seu Nome

A adaptação cinematográfica nada mais é do que a interpretação do roteirista e do diretor em cima da obra. É transformar o que está escrito em cenas. Nesta transformação, o roteirista define, por exemplo, em que ponto vai começar e terminar a história e a ordem dos acontecimentos.

O livro Me Chame Pelo Seu Nome tem como narrador o adolescente Elio, que se apaixona por um homem alguns anos mais velho, Oliver, no verão italiano de 1983. A história se desenrola ao longo de 20 anos. O filme, por outro lado, optou em não usar o recurso de narração em off e focou apenas no verão e no inverno de 1983. A forma como os dois se conhecem também é diferente.

O que está nas páginas do livro ganha a riqueza de detalhes dos cenários do filme. A química entre Timothée Chalamet e Armie Hammer consegue traduzir o erotismo do livro e o vigor do romance avassalador.

QUEM PODE ROUBAR A CENA: Mudbound - Lágrimas sobre o Mississippi

Dee Rees se tornou a primeira mulher negra a ser indicada ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado. Ela assina direção e roteiro de Mudbound - Lágrimas sobre o Mississippi, baseado no livro homônimo de Hillary Jordan. O filme mostra dois soldados que voltam para casa depois da Segunda Guerra, um branco e um negro. Os dois ficam amigos e em vez disso trazer a calmaria, só gera mais ódio entre as famílias. 

A região rural do sul dos Estados Unidos em que passa a história é apresentada no filme com a belíssima fotografia de Rachel Morrison. O grande desafio foi transformar os cenários descritos nas paginas em cenas nas quais se privilegiou o uso da luz natural.



Melhor Animação

Com Amor, Van Gogh
O Poderoso Chefinho
O Touro Ferdinando
Viva - A Vida É uma Festa
The Breadwinner

FAVORITO: Viva - A Vida É uma Festa

Fazia tempo que a Pixar não lançava um filme tão encantador como Viva - A Vida É uma Festa. A produção mostra com muita cor e originalidade a celebração do Dia dos Mortos no México. O menino Miguel vai parar no portal que separa vivos e mortos e ao encontrar membros do clã já falecidos conhece melhor a história de sua família.

QUEM PODE ROUBAR A CENA: Com Amor, Van Gogh

Cinebiografia conta a história do pintor holandês Vincent Van Gogh. A produção mostra um homem em busca de respostas para o suicídio do artista. Ela chama atenção pelo incrível trabalho de animação, pioneiramente realizado totalmente em óleo sobre tela. Cada segundo de filme é composto por 12 quadros pintados à mão e os 120 pintores contratados foram treinados para usarem as mesmas técnicas de Van Gogh.

Melhor Filme Estrangeiro

Corpo e Alma (Hungria)
O Insulto (Líbano)
Sem Amor (Rússia)
The Square - A Arte da Discórdia (Suécia)
Uma Mulher Fantástica (Chile)

FAVORITO: The Square - A Arte da Discórdia

Este é o 16° filme indicado da Suécia. Ele faturou a Palma de Ouro no Festival de Cannes e foi galgando passos vitoriosos até o Oscar. A produção gira em torno do curador do museu de arte moderna e contemporânea de Estocolmo e as situações que se desencadeiam após ele ter celular e carteira roubados. 

No museu é lançada uma nova exposição chamada The Square: um quadrado que faz o público refletir sobre direitos e obrigações iguais. O filme apresenta outros temas para reflexão como o limite entre confiança e desconfiança, sentimento de culpa e a admissão dos erros, a pobreza na União Europeia, o aumento do número de mendigos na Suécia e os limites para a liberdade de expressão. O filme abarca tantas situações e temas que a abordagem acaba ficando rasa.

QUEM PODE ROUBAR A CENA: Uma Mulher Fantástica

Esta é a segunda indicação do Chile ao Oscar nesta categoria. A primeira foi com No (2012). A mulher fantástica do título é Marina, uma trans que perde o parceiro, um homem bem mais velho. Com a morte dele, Marina nem pode viver o luto, pois a polícia e a família do falecido a tratam com preconceito. Todos desconfiam dessa relação e não entendem que o que o casal tinha era um relacionamento como qualquer outro. Mesmo sendo hostilizado, o homem de nascimento impõe o seu poder como mulher.

Melhor Edição

A Forma da Água
Dunkirk
Em Ritmo de Fuga
Eu, Tonya
Três Anúncios para um Crime

FAVORITO: Em Ritmo de Fuga

Será muito, mas muito injusto se Em Ritmo de Fuga não levar este Oscar. Um dos melhores filmes de ação dos últimos tempos tem uma das edições mais fantásticas de todos os tempos! Baby (Ansel Elgort) é motorista de fuga de um grupo de assaltantes e faz da música seu cronômetro para sequências de tirarem o fôlego.

Os editores por trás desta magia são Jonathan Amos e Paul Machliss, que trabalharam com o roteirista e diretor Edgar Wright em Scott Pilgrim Contra o Mundo (2010). A movimentação dos atores, as sequências de ação, os cortes de câmera, tudo em cena precisava coincidir com as batidas das músicas.

No filme, o espectador pega carona numa mistura eletrizante de velocidade e música, traduzida perfeitamente na frenética abertura ao som de “Bellbottoms”, de Jon Spencer Blues Explosion.


QUEM PODE ROUBAR A CENA: Dunkirk

Nesta categoria Eu, Tonya também conta com uma ótima edição. Mas é Dunkirk que pode roubar a cena. O editor da produção, Lee Smith, foi indicado ao Oscar por Mestre dos Mares: O Lado Mais Distante do Mundo (2003) e Batman - O Cavaleiro das Trevas (2008). A edição em Dunkirk se destaca, pois no filme o mesmo acontecimento se passa em três momentos distintos: terra, ar e água. A montagem das situações nesses três tempos vai se alternando, sem deixar a história e a continuidade confusas para o espectador.

Melhor Fotografia

A Forma da Água
Blade Runner 2049
Dunkirk
Mudbound - Lágrimas sobre o Mississippi
O Destino de Uma Nação

FAVORITO: Blade Runner 2049


O diretor de fotografia é uma das funções mais importantes na realização do filme. Ele fica responsável pela escolha de câmeras, lentes e filtros e ajuda o diretor na definição do posicionamento de câmera e dos enquadramentos. Este ano vai ser difícil o Oscar escapar das mãos do veterano Roger Deakins. Ele concorre por Blade Runner 2049 e está é sua 14ª indicação.

Foi Deakins o criador da atmosfera distópica em que Blade Runner se passa. O filme traz, por exemplo, o contraste entre a escura e chuvosa Los Angeles e uma Las Vegas com céu avermelhado. Os interiores contam com muita luminosidade e brilho.

A casa/laboratório do personagem de Jared Leto traz uma iluminação belíssima, com luzes se movendo para fazer o reflexo de água. O filme é uma grande obra de arte e Deakins merece vencer o prêmio.

QUEM PODE ROUBAR A CENA: A Forma da Água

Originalmente, o longa seria em preto e branco. Mas depois essa ideia acabou sendo descartada por Guillermo del Toro e o diretor de fotografia Dan Laustsen, que faz sua estreia no Oscar e retoma a parceria com o cineasta mexicano após Mutação (1997) e A Colina Escarlate (2015). Preferiu-se usar as cores a favor para criar a atmosfera fantasiosa da história.

O filme tem como personagem uma criatura marinha e a água é um elemento importante, representado por chuva, oceano, tanque, banheira, respingos, etc. Não pense que os personagens estão realmente em contato com água em grande parte das sequências. E aí está a magia do cinema. Laustsen faz um jogo de luzes e sombras. O processo utilizado foi usar luzes contra fumaça para criar a ilusão de movimento de água e de que os personagens estão imersos. 

Melhor Design de Produção

A Bela e a Fera
A Forma da Água
Blade Runner 2049 
Dunkirk
O Destino de Uma Nação

FAVORITO: A Forma da Água

Outra categoria acirrada é a de Design de Produção, pois A Forma da Água e Blade Runner 2049 faturaram prêmio do sindicato dos diretores de arte. Mas a aposta vai para a recriação de época de A Forma da Água. O filme se passa em 1962, na cidade de Baltimore. 

Esta é a primeira indicação para o diretor de arte Paul D. Austerberry. A inspiração para a concepção do frio laboratório militar, que abriga a criatura marinha, foi na arquitetura dos anos 50 e 60. Já o velho apartamento de Elisa (Sally Hawkins) tem muita cor, detalhes e ares vitorianos.

QUEM PODE ROUBAR A CENA: Blade Runner 2049 

A ficção científica é um gênero difícil de explorar, pois o trabalho de design de produção é com uma arquitetura teórica e objetos que se adequem com os cenários concebidos. O diretor de arte Dennis Gassner, vencedor do Oscar por Bugsy (1991), foi para Budapeste em busca de edificações para se inspirar. 

Os sets são grandiosos e chama atenção as esculturas de Las Vegas. Os objetos de cena são importantes para contar a história e apesar de ser um filme futurista, os itens não são tecnológicos. 

Os carros em cena foram fabricados com fibra de vidro, metal e plástico. O dirigido pelo personagem de Ryan Gosling é chamado Spinner, que tem um desenho mais quadrado e conta com um drone acoplado. Blade Runner 2049 é um espetáculo visual e o rico design de produção contribui para isso.

Melhor Figurino

A Bela e a Fera
A Forma da Água
O Destino de Uma Nação
Trama Fantasma
Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha

FAVORITO: Trama Fantasma

O filme tem a obrigação de vencer este Oscar. O figurinista Mark Bridges, vencedor da estatueta por O Artista (2011), ficou responsável por criar o fantástico vestuário de Trama Fantasma. Situado na Londres dos anos 50, a produção mostra a rotina do estilista Reynolds Woodcock (Daniel Day-Lewis) na sua casa de criação. É lá que ele desenha peças para a realeza e mulheres abastadas. 

Trama Fantasma mostra a arte de vestir, desde os esboços até a peça ser exposta num desfile. O longa representa o luxo em mais de 50 figurinos exclusivos, muitos deles feitas à mão, como um belíssimo vestido rosa com renda de Flanders do século 16.

QUEM PODE ROUBAR A CENA: A Bela e a Fera

O figurino de A Bela e a Fera é um colírio para os olhos, cortesia de Jacqueline Durran, que faturou o Oscar por Anna Karenina (2012). Itens do vestuário foram fabricados com tecidos orgânicos e tintas naturais e de baixo impacto. Para o figurino do príncipe na abertura da produção, Durran usou cristais Swarovski nos adornos do casaco.

A Bela e a Fera é a versão live-action da animação de 1991 e houve liberdade para o desenho de peças originais. Já o icônico vestido amarelo de Bela é igual ao da animação. Foram utilizados cetim e organza e a saia tem três camadas para criar volume e fazer a protagonista flutuar na sequência da valsa com a Fera.

Melhores Efeitos Visuais

Blade Runner 2049
Guardiões da Galáxia Vol. 2
Kong: A Ilha da Caveira
Star Wars: Os Últimos Jedi
Planeta dos Macacos: A Guerra

FAVORITO: Planeta dos Macacos: A Guerra

Chegou a hora de vencer este Oscar, depois dos outros dois longas da franquia: Planeta dos Macacos: A Origem (2011) e Planeta dos Macacos: O Confronto (2014) serem preteridos. A empresa Weta Digital ficou por trás da criação de César e dos outros símios da produção, faturando quatro prêmios da Sociedade de Efeitos Visuais.

Andy Serkis interpreta César por meio de captura de movimento, em que usa um macacão justo cheio de pontinhos, que servem de referência na hora de criar a caracterização e detalhes do personagem. A produção mostra também o envelhecimento de César.

A equipe de efeitos visuais ainda teve de produzir pelagens diferentes: molhada da chuva, coberta por neve ou com luz da lua refletida nela. O incrível é ver personagens totalmente digitais que conseguem transmitir emoção e se conectarem com o espectador.

QUEM PODE ROUBAR A CENA: Blade Runner 2049

O diretor Denis Villeneuve procurou realizar o filme com o mínimo de efeitos. Mas o que foi criado digitalmente valeria um Oscar para a equipe. A Sociedade de Efeitos Visuais premiou Blade Runner 2049 pela criação de meio-ambiente e modelos. No filme, tudo é muito grandioso, mas alguns cenários foram criados em miniatura e depois trabalhados digitalmente. 

Outro ponto alto é o holograma da personagem de Ana de Armas e os anúncios holográficos em 3D que interagem com os personagens que passam nas ruas. Além disso, a replicante Rachael, vista no longa de 1982, reaparece em Blade Runner 2049 numa cópia perfeita. Uma dublê de corpo usou o figurino de Rachael e seu rosto coberto por pontinhos de captura de movimento para depois ser substituído pelo o da personagem. 

Melhor Maquiagem e Cabelo

Extraordinário
O Destino de uma Nação
Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha

FAVORITO: O Destino de Uma Nação

Além de Melhor Ator, O Destino de uma Nação vence facilmente esta estatueta. A maquiagem e cabelo foram itens indispensáveis para Gary Oldman encarnar o primeiro-ministro Winston Churchill.  

Kazuhiro Tsuji, indicado por Norbit (2007) e Click (2006), é o designer de maquiagem e cabelo de Oldman. O desafio foi transformar o ator na famosa e rechonchuda figura de Churchill com próteses que o permitissem atuar.
 
Foram seis meses de testes até chegar ao molde ideal para rosto e corpo de Oldman. A maquiagem prostética foi feita com silicone e fluidos especiais, resultando numa textura de pele bem realista. Somente a testa e os lábios do ator não foram cobertos com próteses, para não dificultar suas expressões faciais. Já no corpo, Oldman usou um traje de espuma. O processo de transformação do ator em Churchill levava 4 horas. 

QUEM PODE ROUBAR A CENA: Extraordinário

Arjen Tuiten recebe sua primeira indicação pelo trabalho de maquiagem e cabelo de Extraordinário. O ponto de partida foi analisar o que a síndrome de Treacher Collins provoca no indivíduo. No filme, o personagem de Jacob Tremblay tem esse distúrbio craniofacial e precisa lidar com a reação das pessoas quando decide estudar fora de casa.

A etapa de pesquisa e criação durou dois meses. O processo de transformação no set levava 2 horas e foram usadas próteses que imitam a deformação que a doença provoca, transformando Tremblay numa criança completamente diferente.

Melhor Edição de Som

A Forma da Água
Blade Runner 2049
Dunkirk
Em Ritmo de Fuga
Star Wars: Os Últimos Jedi

FAVORITO: Dunkirk

A edição de som é a criação de efeitos de som e sons ambientes, como de animais, passos, respiração, etc. Filmes barulhentos, como os de guerra, costumam se dar bem nesta categoria. Por isso, Dunkirk dispara na frente da disputa. 

O designer e supervisor de edição de som Richard King foi indicado seis vezes ao Oscar, três delas por filmes de Christopher Nolan: Batman - O Cavaleiro das Trevas (2008), A Origem (2010) e Interestelar (2014). Em Dunkirk foram gravados sons de motores de barcos e caças Spitfire e também de tiros e explosões. Tudo isso para levar o espectador para os ambientes em que a história se passa: a praia de Dunquerque, o barco Moonstone e as cabines dos caças Spitfire.

QUEM PODE ROUBAR A CENA: Em Ritmo de Fuga

Como o filme é favorito na categoria Mixagem de Som, isso lhe dá chances de também vencer este Oscar. Aqui, a criação de sons está ligada a elementos de filmes de ação: tiros, socos, aceleração, freada e batida de carro.

Melhor Mixagem de Som

A Forma da Água
Blade Runner 2049
Dunkirk
Em Ritmo de Fuga
Star Wars: Os Últimos Jedi

FAVORITO: Em Ritmo de Fuga

A equipe de mixagem organiza os sons criados pelo departamento de edição e os juntam com outros elementos como diálogos e trilha sonora. Neste quesito, Em Ritmo de Fuga dá um show de mixagem de som. 

Baby, personagem de Ansel Elgort, escuta música o tempo todo e é ela que dá ritmo para as imagens. Todas as cenas são coreografadas e sincronizadas com a música, como os limpadores de para-brisa que se movem no tempo da música e tiros se fundem numa sincronização fantástica com a batida de uma canção. 

Esta técnica é chamada de mickeymousing, no qual a sincronia na relação da música com a ação filmada é precisa. É a combinação de fragmentos sonoros com o ritmo das imagens. É uma estatueta que o trio de estreantes no Oscar: Julian Slater, Tim Cavagin e Mary H. Ellis são dignos de levar.

QUEM PODE ROUBAR A CENA: Dunkirk

Já que Dunkirk é favorito na categoria de Edição de Som, há chances dele também vencer esta estatueta. A equipe por trás da mixagem é tarimbada: Gregg Landaker (9 indicações ao Oscar), Gary A. Rizzo (5 indicações) e Mark Weingarten (4 indicações). O trabalho do trio foi organizar os sons criados, como o de motores de aviões e barcos, com os diálogos e a trilha sonora tensa de Hans Zimmer, que também concorre ao Oscar.

Melhor Trilha Sonora

A Forma da Água
Dunkirk
Star Wars: Os Últimos Jedi
Trama Fantasma
Três Anúncios para um Crime

FAVORITO: A Forma da Água 

O compositor Alexandre Desplat levou o Oscar por O Grande Hotel Budapeste (2014) e acumula mais oito indicações. Neste ano, ele é o favorito pela bela e delicada trilha de A Forma da Água

A inspiração de Desplat veio da história de amor do filme e da temática da água, que se molda em qualquer coisa. O objetivo dele era fazer uma música leve, usando muita flauta e assovios para transportar o espectador para o universo de fantasia da trama.

QUEM PODE ROUBAR A CENA: Trama Fantasma

Jonny Greenwood, guitarrista da banda Radiohead, recebe sua primeira indicação ao Oscar. Ele assinou a trilha sonora de outros filmes de Paul Thomas Anderson: Sangue Negro (2007), O Mestre (2012) e Vício Inerente (2014). 

Greenwood buscou inspiração nos trabalhos do orquestrador Nelson Riddle e do pianista Glenn Gould’s Bach e no estilo barroco. Ele contou com uma grande orquestra com destaque para os acordes de piano e violino. A música está muito presente no filme, em especial na primeira parte, e funciona com a sofisticação do universo do estilista vivido por Daniel Day-Lewis.

Melhor Canção Original

FAVORITO: "Remember Me", de Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez (Viva - A Vida É uma Festa)

Os compositores da canção, Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez, faturaram o Oscar por Frozen: Uma Aventura Congelante (2013). Eles disparam como favoritos com uma canção sobre a despedida quando alguém morre: “Lembre-se de mim, embora eu tenha que dizer adeus... pois, mesmo que eu esteja longe, eu guardo você no meu coração.”

QUEM PODE ROUBAR A CENA: "This Is Me", de Benj Pasek e Justin Paul (O Rei do Show)

Os compositores Benj Pasek e Justin Paul venceram o Oscar no ano passado pela maravilhosa “City of Stars", da trilha de La La Land - Cantando Estações (2016). Agora, a dupla concorre por “This Is Me”, do musical O Rei do Show, com a vantagem de terem conquistado o Globo de Ouro.

Como o filme trata de um circo com pessoas consideradas aberrações, a letra fala de aceitação: “Eu aprendi a ter vergonha de todas as minhas cicatrizes... eu sei que há um lugar para nós, pois somos gloriosos.”

OUTROS INDICADOS:

"Mighty River", de Mary J. Blige, Raphael Saadiq e Taura Stinson (Mudbound - Lágrimas sobre o Mississippi)


"Mystery of Love", de Sufjan Stevens (Me Chame Pelo Seu Nome)

"Stand up for Something", de Lonnie R. Lynn e Diane Warren (Marshall)



Melhor Documentário

Abacus: Pequeno o Bastante para Condenar
Ícaro
Últimos Homens em Aleppo
Strong Island
Visages, Villages

FAVORITO: Visages, Villages

A produção venceu quase 30 prêmios e desponta como favorito. O documentário acompanha a cineasta Agnès Varda e o fotógrafo JR numa viagem pelo interior da França. O objetivo dos dois é fazer imagens juntos, mas de modos diferentes.

Eles fotografam pessoas comuns e depois fazem a colagem dessas imagens em muros e paredes, dando um novo visual a um lugar onde a vida foi desaparecendo. O documentário sai do lugar comum ao se transformar num road movie, mas não traz nada de muito especial.

QUEM PODE ROUBAR A CENA: Últimos Homens em Aleppo

O filme era tido como azarão da lista, pois trata do mesmo tema do vencedor do Oscar de Melhor Documentário em Curta-Metragem do ano passado: Os Capacetes Brancos (2016). O foco é no trabalho de voluntários que se arriscam para salvar vítimas de ataques ocorridos na guerra civil de Aleppo, na Síria. 

Últimos Homens em Aleppo começou a ganhar destaque na disputa após os produtores e o fundador do Capacetes Brancos serem impedidos de viajarem aos Estados Unidos para a festa do Oscar. Isso porque, a entrada de sírios no país é vetada pela lei de imigração do governo de Donald Trump. No entanto, de última hora, o produtor Kareem Abeed conseguiu o visto. Seria a chance da equipe usar o palco do Oscar para discursar contraTrump, o presidente da Síria, Bashar al-Assad, e a presença militar da Rússia no país.

Melhor Documentário em Curta-Metragem

Edith+Eddie
Heaven Is a Traffic Jam on the 405
Heroínas(s)
Knife Skills
Traffic Stop

FAVORITO: Edith+Eddie

A produção mostra a história de amor de Edith e Eddie, casal interracial mais velho dos Estados Unidos, e como a família dela tenta separá-los.

Melhor Curta-Metragem

DeKalb Elementary
The Eleven O’Clock
My Nephew Emmett
The Silent Child
Watu Wote/All of Us

FAVORITO: DeKalb Elementary

Depois do recente massacre numa escola em Parkland, na Flórida, o curta DeKalb Elementary ganhou força na competição. A produção é inspirada em fatos reais sobre um atirador que invade uma escola de Atlanta.

Melhor Curta-Metragem de Animação

Dear Basketball
Garden Party
Lou
Negative Space
Revolting Rhymes

FAVORITO: Dear Basketball

O astro do basquete americano Kobe Bryant se aposentou no ano passado e tem grande chance de subir ao palco do Oscar. A animação Dear Basketball é baseada no poema que Bryant escreveu sobre sua despedida das quadras.

Por Vanessa Wohnrath


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